Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Confinamento até à Páscoa e regras inalteradas: assim será o novo estado de emergência

O Presidente da República falou ao país e diz que é preciso preparar o desconfinamento com tempo para evitar erros do passado.

Imagem de Mohammad Fahim por Pixabay
Imagem de Mohammad Fahim por Pixabay
Autor: Redação

O Governo renovou o estado de emergência por mais 15 dias, numa altura em que começa a crescer a ansiedade sobre o que é que “se segue”. Mas sobre o plano de desconfinamento, para já, ainda nada se sabe, e as regras em vigor são para manter: continua o dever de recolhimento domiciliário, e as escolas e comércio de portas fechadas. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao país esta quinta-feira, 25 de fevereiro, e confirmou que o confinamento é mesmo para manter até à Páscoa, para não se cometerem os erros do passado.

Marcelo pediu que se estude e prepare com tempo o futuro desconfinamento, escolhendo sem precipitações o momento de desconfinar, para não repetir erros, e alertou que "nunca se pode dizer que não há recaída ou recuo" na propagação da Covid-19 em Portugal e que "os números sobem sempre mais depressa do que descem". "Que se estude e prepare com tempo e bem o dia seguinte, mas que se escolha melhor ainda esse dia, sem precipitações, para não repetir o que já se conheceu. E nunca se confunda estudar e planear com desconfinar", apelou.

Desaconselhou um desconfinamento antes da Páscoa para evitar "mensagens confusas ou contraditórias" em relação a esse período, e defendeu que "planear o futuro é essencial, mas desconfinar a correr por causa dos números destes dias será tão tentador quanto leviano". “É uma questão de prudência e segurança”, acrescentou, depois de considerar que “abrir sem critério antes da Páscoa, para nela fechar logo a seguir, e voltar a abrir depois dela”, seria errado.

“Implica isto mais umas semanas de sacrifícios pesados e, por isso, que o Estado vá mais longe em medidas de emergência e de futuro arranque? Implica”, afirmou ainda o Presidente. "Citando um quase clássico: Um povo que não conhece a sua História está condenado a repeti-la. Nós conhecemos bem a História deste ano de pandemia. Não cometeremos os mesmos erros. E temos a esperança - a esperança não, a certeza - de que, se formos sensatos, o pior já passou", acrescentou ainda.

Marcelo insiste em mais medidas de apoio

Na exposição de motivos, Marcelo Rebelo de Sousa defende que este quadro legal é necessário "para permitir ao Governo continuar a tomar as medidas mais adequadas para combater esta fase da pandemia", mas pede ao Executivo que "aprove igualmente as indispensáveis medidas de apoio às famílias, aos trabalhadores e empresas mais afetados".

O Presidente da República refere-se aos "apoios diretos às famílias, ao emprego e às empresas, incluindo as moratórias financeiras, fiscais e contratuais, os apoios a fundo perdido, o 'lay-off', as medidas de capitalização das empresas".

*Com Lusa