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LGBTI: Governo reforça financiamento de projetos de apoio direto com 50 mil euros

As candidaturas aos apoios vão decorrer até 26 de março.

Photo by Ana Cruz on Unsplash
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Autor: Lusa

O Governo vai reforçar em 50 mil euros o financiamento de projetos de organizações que atuem na defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo (LGBTI), segundo informação avançada pelo gabinete da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro. O gabinete adianta que a verba de 50 mil euros surge através de uma linha de apoio técnico e financeiro lançada esta sexta-feira, 26 de fevereiro, através da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

“Esta linha de financiamento acresce às verbas já disponibilizadas para esta área, no âmbito do PT2020, de mais de 1 milhão e meio de euros para apoio financeiro e técnico a organizações da sociedade civil, formação de públicos estratégicos e para as estruturas de atendimento e vagas de emergência”, diz o gabinete de Rosa Monteiro.

De acordo com a informação divulgada, o financiamento pode ir tanto para projetos de apoio direto a pessoas LGBTI vítimas de discriminação e violência, por exemplo, como para a elaboração de materiais para profissionais, ações de formação, estudos ou outros.

O gabinete da secretária de Estado sublinha que no anterior concurso, de 2018, foi possível financiar nove projetos que formaram mais de mil pessoas, além de terem sido produzidos manuais, kits pedagógicos e realizados inquéritos para a “promoção de melhor conhecimento sobre as experiências nos diferentes contextos da vida pública e/ou privada e prevenção da discriminação contra pessoas LGBTI”.

“A renovação desta linha de apoio revela o empenho do Governo no reconhecimento do impacto do trabalho da sociedade civil com ampla experiência no terreno e do seu papel ativo na concretização dos objetivos inscritos na Estratégia Nacional Portugal + Igual”, refere.

Citada no comunicado, a secretária de Estado Rosa Monteiro sublinha que esta linha de apoio é o “reconhecimento do papel fundamental destas organizações na prevenção e no combate a todas as formas de discriminação e violência contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo e uma afirmação clara de que a igualdade plena só é possível com a participação ativa da sociedade civil”.