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Greve da Groundforce cancelou 321 voos em Lisboa – empresa apela a “acordo”

Empresa de assistência em terra à aviação acusa a TAP de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados.

Greve Groundforce
Photo by Pedro Santos on Unsplash
Autor: Redação

Os trabalhadores da Groundforce estiveram em greve este fim de semana e só este domingo (dia 18 de julho de 2021) esta paralisação levou ao cancelamento de 321 dos 515 voos previstos no aeroporto de Lisboa, segundo revelou a ANA – Aeroportos de Portugal. Para resolver a situação, a empresa apelou à TAP e aos sindicatos que se chegue a “acordo que viabilize o pagamento do que é devido aos trabalhadores”.

A greve da Groundforce contou com uma adesão de 81,2% no aeroporto de Lisboa. Com os serviços de assistência em terra à aviação quase paralisados, foram cancelados 321 voos (166 chegadas e 155 partidas) no aeroporto da capital. Ainda assim, foram realizados um total de 194 (95 chegadas e 99 partidas), segundo as previsões da ANA. Os voos realizados dizem respeito a companhias aéreas ‘low cost’ que operam com outra empresa de assistência em escala, explica a ANA em comunicado, a que a agência Lusa teve acesso.

Também houve constrangimentos no aeroporto do Porto, onde foram cancelados 44 voos no domingo. No aeroporto de Faro foram canceladas oito ligações aéreas. Na Madeira e no Porto Santo, a greve levou ao cancelamento de seis voos em cada um dos aeroportos.

Esta greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) como protesto pela “situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias” que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

A Groundforce acusa a TAP de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados. E apelou à companhia aérea e aos sindicatos que “retomem o diálogo nos próximos dias, evitando que a situação vivida este fim de semana nos aeroportos nacionais se repita no final do mês”, disse em comunicado.

O presidente do STHA, André Teives, afirmou à RTP que a TAP podia ter evitado esta paralisação, porque em causa estavam "um milhão de euros". Já a TAP garantiu, no sábado, que não tem quaisquer pagamentos em atraso à Groundforce.

Até agora o STHA não recebeu qualquer contacto para solucionar o problema que está na origem da greve e André Teives receia que nada mude a tempo de travar a nova paralisação. Recorde-se que está agendada uma greve nos próximos dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto.

Além desta greve, desde o dia 15 de julho que os trabalhadores da Groundforce estão também a cumprir uma greve às horas extraordinárias, que se prolonga até às 24:00 do dia 31 de outubro de 2021.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

*Com Lusa