A taxa de inflação homóloga diminuiu para 2,4% em setembro de 2025, inferior em 0,4 pontos percentuais à do mês anterior. Em causa estão dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que confirmam a estimativa rápida de 30 de setembro.
O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, caiu para 2,0%, enquanto os produtos energéticos subiram 0,3% e os alimentos não processados mantiveram-se em 7,0% após sete meses consecutivos de aumentos.
Em comunicado, o INE destaca que a variação mensal do IPC foi de 0,9% e que a variação média nos últimos doze meses se manteve em 2,4%. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) registou uma taxa homóloga de 1,9%, inferior em 0,3 pontos à média da zona euro, refletindo uma tendência de desaceleração. Excluindo energia e alimentos não processados, o IHPC apresentou uma variação de 1,6%, também abaixo da média europeia.
O setor da habitação continua a pressionar os preços: as rendas por metro quadrado aumentaram 5,0% em termos homólogos, ligeiramente abaixo dos 5,1% registados em agosto. Todas as regiões apresentaram crescimento, com destaque para a Madeira, que registou um aumento de 7,1%. A variação mensal das rendas foi de 0,3%, sendo mais elevada nos Açores e na Madeira (0,5%).
Outros bens e serviços refletem oscilações mistas: Restaurantes e hotéis registaram uma variação homóloga de 6,2%, enquanto Lazer, recreação e cultura caiu para 1,0%. Por outro lado, bebidas alcoólicas e tabaco e bens e serviços diversos subiram 1,6% e 2,1%, respetivamente. O INE salienta ainda que os transportes tiveram impacto negativo na variação mensal do IPC (-0,8%), enquanto Vestuário e calçado contribuíram positivamente (+22,5%), refletindo o início da época Outono/Inverno.
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