O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira, dia 9 de janeiro de 2026, que entregou, na quinta-feira, ao presidente do Eurogrupo a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE). Com o prazo das candidaturas quase a terminar, juntam-se a esta corrida outros cinco "adversários", como o finlandês Olli Rehn e candidatos de países bálticos e da Croácia, todos à procura de reforçar a representação dos Estados-membros mais recentes na instituição.
“Tendo o Governo português recebido a manifestação de interesse do doutor Mário Centeno em candidatar-se a vice-presidente do BCE, o Ministério das Finanças apresentou essa candidatura ao Presidente do Eurogrupo ontem [quinta-feira] ao fim do dia", refere um comunicado enviado pelo Ministério das Finanças.
Na quinta-feira, escreve a Lusa, Mário Centeno disse ao ECO estar disponível para suceder a Luis de Guindos na vice-presidência do BCE, assegurando estar “motivado e qualificado” para o cargo.
O primeiro cargo a ficar vago no BCE será o de vice-presidente, quando o mandato de Luis de Guindos terminar, em 31 de maio de 2026. Em seguida, serão abertas candidaturas para substituir o economista-chefe, Philip Lane, em maio de 2027, e a presidente, Christine Lagarde, em outubro desse ano.
Em novembro, o ministro das Finanças disse que o Governo “vê sempre com satisfação” que um português concorra a um alto cargo europeu, quando questionado sobre a eventual candidatura de Mário Centeno.
“O Governo, naturalmente, como acontece sempre – e como aconteceu, por exemplo, com António Costa [antigo primeiro-ministro ministro, agora presidente do Conselho Europeu] recentemente – vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”, disse, então, Joaquim Miranda Sarmento.
O prazo para os Estados-membros da Zona Euro apresentarem candidatos ao cargo de vice-presidente do BCE termina precisamente esta sexta-feira (9 de janeiro de 2026). A esta corrida à vice-presidência do BCE juntam-se outros cinco candidatos.
Quem são os rivais de Mário Centeno na corrida a vice-presidente do BCE?
A corrida à vice-presidência do BCE está cada vez mais concorrida. Portugal oficializou Mário Centeno como candidato, mas não está sozinho: cinco outros nomes já são conhecidos, representando tanto veteranos das instituições europeias como representantes dos países mais recentes da UE, conforme foi avançado pelo ECO.
Boris Vujčić, Croácia
Croata nascido em 1964, lidera o departamento de research do banco central da Croácia desde 1996 e foi professor universitário. É praticamente desconhecido na Europa, mas representa a voz dos países do alargamento.
Olli Rehn, Finlândia
Nascido em 1962, é veterano europeu, com percurso no Parlamento Europeu e como comissário europeu em várias pastas. Atualmente, é governador do banco central da Finlândia e concorreu à presidência do país em 2024, ficando em quarto lugar.
Mārtiņš Kazāks, Letónia
Com 52 anos, foi economista-chefe do Hansabank Group e desde 2019 é governador do Banco da Letónia, o mais jovem a ocupar o cargo. É conhecido por declarações públicas sobre o rumo das taxas de juro do BCE.
Rimantas Šadžius, Lituânia
Aos 65 anos, teve três mandatos como ministro das Finanças e experiência no Tribunal de Contas Europeu. Defende maior representatividade dos países que entraram na UE recentemente. Já concorreu à presidência do Eurogrupo.
Madis Müller, Estónia
Com 48 anos, é o mais jovem candidato. Atualmente lidera o banco central da Estónia, depois de ter sido vice-governador entre 2011 e 2019. Destaca-se pela experiência em estabilidade financeira, área atribuída ao vice-presidente do BCE.
*Com Lusa
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