O Factoring e o Renting registaram desempenhos positivos no terceiro trimestre de 2025, enquanto o Leasing Mobiliário se manteve estável e o Leasing Imobiliário sofreu um ajustamento moderado.
Estes resultados, divulgados recentemente em comunicado pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), confirmam a resiliência e a importância do financiamento especializado para a economia portuguesa.
Leasing Mobiliário: equipamento produtivo reforça estabilidade
Foram 1,68 mil milhões de euros produzidos e uma variação homóloga de 4,6% que o Leasing Mobiliário registou até ao terceiro trimestre do ano passado. Em termos de equipamento produtivo, as máquinas e equipamento industrial estiveram em destaque, com 142,4 milhões de euros (+29,4%). Já em termos de veículos ligeiros, os híbridos plug-in duplicaram face a 2024.
O segmento das viaturas ligeiras e pesadas manteve-se estável, registando 28.933 viaturas ligeiras e pesadas no valor de 1,15 mil milhões de euros e representando 70% do Leasing Mobiliário.
Leasing Imobiliário: investimentos com valores idênticos a 2024
A produção acumulada dos associados da ALF atingiu 586,7 milhões de euros até ao terceiro trimestre de 2025, o que representa uma variação homóloga de -12,3%. No total, o Leasing financiou investimentos de 2,27 milhões de euros, semelhante ao período homólogo, com os imóveis comerciais e habitacionais a representarem mais de 75% da produção total de imóveis financiados através de locação financeira.
Factoring: crescimento reforça apoio à tesouraria das empresas
Até ao passado dia 30 de setembro, o Factoring registou um crescimento homólogo de 14,3%, mantendo-se como um dos principais instrumentos de apoio à liquidez das empresas, com créditos tomados (incluindo Confirming) de 36,97 mil milhões de euros. O factoring doméstico e as operações internacionais contribuíram para este crescimento, refletindo o dinamismo das empresas nacionais. Já no que respeita ao Confirming, este representa aproximadamente 46% do total de créditos tomados, mantendo-se como uma solução para as empresas.
Este crescimento do Factoring explica-se pela grande procura por soluções de financiamento de curto prazo alicerçadas em transações da economia real. Cerca de 84% dos créditos tomados são de entidades privadas enquanto os restantes 16% pertencem a devedores do setor público (cerca de 5,8 mil milhões de euros). Neste setor, o Serviço Nacional de Saúde engloba 84% (4,8 mil milhões de euros) dos créditos tomados.
Renting: frota com aumento de 3,6%
No acumulado do terceiro trimestre de 2025, o Renting automóvel registou 30.214 novas viaturas ligeiras, o que representa um crescimento homólogo de 7,9%, um investimento associado de 829,48 milhões de euros (+2,5%) e uma frota total de 141.005 viaturas (+3,6%). O segmento empresarial é o principal motor deste crescimento.
Até 30 de setembro, as viaturas 100% elétricas (BEVs) representaram 24% das novas aquisições de Renting. Se, a estas viaturas, juntarmos as outras formas de propulsão de emissões reduzidas (híbridos e híbridos plug-in), no conjunto elas representavam 48% das viaturas adquiridas.
Citado na nota, Luís Augusto, presidente de Direção da ALF, revela que “os resultados do terceiro trimestre demonstram a solidez e a diversidade do financiamento especializado em Portugal”.
E acrescenta: "O crescimento muito expressivo do Factoring e a evolução consistente do Renting contrastam com um recuo no Leasing Imobiliário, embora compensado com o crescimento no Leasing Mobiliário, onde o investimento produtivo continua a destacar-se”. Para o responsável, “estes dados confirmam o papel fundamental destes instrumentos no apoio às empresas e ao investimento nacional”.
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