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Milionários “cortam” nas heranças que dão aos filhos

Wikimedia commons
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Autor: Redação

Muitas celebridades ricas estão a optar por não dar as fortunas aos seus filhos. São disso exemplo Sting, Bill Gates e Warren Buffett. Quer isto dizer que a chamada geração dos “baby boomers” está a mudar os critérios de atribuição das heranças, sobretudo nos EUA. Ou seja, filhos e netos de multimilionários são desafiados a abdicar das gigantescas fortunas a que teriam direito.

Segundo o Público, esta questão começa a colocar-se porque os “ricos herdeiros” correm o risco de não fazer escolhas inteligentes, de não viver de forma saudável e de não ter uma vida produtiva se tiverem acesso sem restrições a uma grande herança. 

“Estou determinada a que os meus filhos não tenham segurança financeira. Não precisar de ganhar dinheiro arruína as pessoas”, referiu a celebridade Nigela Lawson.

Sting revelou recentemente que a maioria dos seus 300 milhões de dólares não vai para os seus seis filhos adultos. “Não quero deixar-lhes uma herança que seja uma prisão na vida deles. Têm de trabalhar. Todos os meus filhos sabem isso e raramente me pedem o que seja, o que eu, de facto, respeito e aprecio”, explicou.

No caso de Philip Seymour Hoffman, que morreu de overdose de heroína em fevereiro, a fortuna fica na posse da sua companheira de longa data. O seu testamento foi feito antes de nascerem os dois filhos mais novos, mas o ator não quis deliberadamente dar-lhes os seus 35 milhões de dólares por não querer que se tornassem “herdeiros de fortunas”

Bill e Melinda Gates deixam a cada um dos seus três filhos 10 milhões de dólares, bem menos que a fortuna de 76 mil milhões de dólares acumulada pelos dois. Já Warren Buffet deu “apenas” a cada um dos três filhos uma fundação com dois mil milhões de dólares. O resto da fortuna vai para beneficência, tal como acontece com Gates e outros tantos milionários.