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"A austeridade foi um fracasso para Portugal", diz Nobel da Economia

Joseph Stiglitz, nobel da Economia
Wikimedia commons
Autor: Redação

A baixa perspetiva de crescimento da economia portuguesa este ano evidencia uma "calmaria antes da tempestade", considera o Nobel da Economia Joseph Stiglitz, considerando, por isso, que a austeridade fiscal foi um fracasso para a economia portuguesa. 

"A austeridade foi um fracasso para Portugal, como também representou para todos os outros países em que se tentou esta mesma política", criticou o economista norte-americano, em declarações à Lusa, após participar do Fórum Fiscal que discutiu o sistema tributário internacional na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.

Escreve a Lusa que, na opinião do Nobel, o fracasso refletiu-se nas eleições, quando 62% da população apoiou políticas anti-austeridade.

"Portugal não tem mais este programa e a situação (económica) estabilizou-se, porque Draghi [Mario], presidente do Banco Centra Europeu (BCE), puxou para baixo a taxa de juros. Mas se olharmos para os indicadores macroeconómicos como a dívida pública, eles estão pior agora do que antes", comentou.

Stiglitz mostrou-se cético quanto aos sinais de recuperação económica da zona euro. "Penso que, não apenas para Portugal, mas para toda a zona do euro em geral, este é provavelmente um período de calmaria antes da chegada da tempestade. Não acredito que os problemas da zona do euro tenham sido resolvidos", analisou.

O FMI assinala que Portugal apresenta um crescimento "modesto" e estima que a economia portuguesa vá abrandar este ano e em 2017. O PIB deve crescer 1,4% este ano e 1,3% em 2017.