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...E espanhóis da Trajano compram três shoppings em Portugal, entre os quais o Dolce Vita Douro

Autor: Redação

A espanhola Trajano Iberia comprou o centro comercial Dolce Vita Douro, no âmbito de uma operação que compreendeu o investimento na aquisição de uma carteira de três centros comerciais portugueses por fundos geridos pelo Deutsche Bank.

O comunicado da Trajano Iberia, citado pela Vida Imobiliária, não revela os outros dois ativos envolvidos nem o capital investido, mas de acordo com a agência EFE só a compra do Dolce Vita terá valido 53 milhões de euros.

“Com esta operação, a Trajano Iberia alcança os 93 milhões de euros de investimento menos de quatro meses depois da sua entrada na MAB, o que representa cerca de 50% da sua capacidade atual de investimento”, refere o comunicado. Cotada na MAB (Mercado Alternativo Bursátil) de Madrid desde o final de julho, a Trajano Iberia é uma Socimi gerida pela divisão de investimento imobiliário do Deutsche Asset & Wealth Management.

O Dolce Vita Douro, tal como recorda a Vida Imobiliária, foi colocado à venda pela Chamartín em maio passado, juntamente com os congéneres do Porto, Coimbra e Lisboa – entretanto adquiridos pela norte-americana LoneStar – porque estes espaços estavam insolventes.

Sobre esta compra, a Trajano refere em comunicado que o centro de Vila Real está localizado “numa posição estratégica” no Douro “por não ter concorrência num raio de 100 km”, frisando que se trata de “um edifício icónico na cidade pela sua arquitetura, com 30.000 m² comerciais divididos em três pisos e reunindo os operadores mais relevantes em Portugal, entre os quais se encontram as principais insígnias do grupo Inditex, Mango, Tous, um hipermercndo Jumbo, cinema Nos” entre outros.

Após esta operação, “a empresa continuará com a sua estratégia de investimento” focada em ativos de escritórios em localizações “semi-prime” nas cidades de Madrid e Barcelona e em localizações prime em cidades secundárias, em centros comerciais ou parques comerciais onde os ativos em questão contem com uma situação de liderança, e também em operações logísticas.

Nesta transação, a empresa foi assessorada pela Garrigues, Pbrr, Hill International e pela PWC.