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Baía do Tejo à caça de investidores para projetos na Margem Sul

Autor: Redação

A Baía do Tejo, empresa pública que gere os parques empresariais que pertenceram à Lisnave (Almada), CUF (Barreiro) e Siderurgia Nacional (Seixal), vai tentar captar investidores internacionais no MIPIM, uma das maiores feiras mundiais de imobiliário, que se realiza de 14 a 17 de março, em Cannes (França).

A empresa liderada por Jacinto Pereira vai promover os cerca de 800 hectares de parques empresariais que gere, a grande maioria na margem sul do Tejo, nos referidos três concelhos. Em causa está uma aposta crescente na internacionalização, que arrancou em força com a designação desta zona do país de Lisbon South Bay.

O exemplo de Liverpool

Recentemente, a Baía do Tejo promoveu os respetivos terrenos em Liverpool, com o presidente de câmara local, Joe Anderson, escreve o Jornal Económico. Segundo a publicação, na semana passada, uma comitiva com representantes das várias entidades que integram o projeto Lisbon South Bay visitou a cidade dos Beatles para acompanhar os trabalhos e desenvolvimentos feitos nas frentes ribeirinhas de Liverpool e de Wirral.

A comitiva da Lisbon South Bay, que incluía o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, reuniu-se com os líderes políticos locais e “com as empresas envolvidas nos projetos de transformação que se desenvolvem ao longo da frente ribeirinha de Liverpool e que são uma verdadeira referência internacional neste tipo de regeneração territorial”, refere a Baía do Tejo em comunicado.

De acordo com o documento, a visita permitiu aprofundar o conhecimento mútuo dos projetos que se desenvolvem no Arco Ribeirinho Sul, nos ativos da Baía do Tejo e nos territórios adjacentes dos municípios de Almada, Barreiro e Seixal, e nas margens de Liverpool e de Wirral.

“Lisboa e Liverpool enfrentam desafios semelhantes”

“Foram avaliados e deram-se a conhecer os esforços de promoção e os projetos de regeneração urbana previstos e os modelos de desenvolvimento para ambos os territórios. As múltiplas reuniões de trabalho, que permitiram à comitiva Lisbon South Bay o contacto direto com uma realidade já no terreno e bastante mais consolidada, proporcionou uma troca de experiências que permitiu a todos desenvolver a sua reflexão sobre as frentes ribeirinhas e permitiu construir relacionamentos com Liverpool e Wirral que vão ter continuidade e aprofundar-se num futuro próximo”, lê-se no comunicado.

“Foi fantástico receber esta comitiva de Lisbon South Bay, particularmente porque escolheram o Liverpool devido ao sucesso da cidade no desenvolvimento da sua zona ribeirinha”, disse o Joe Anderson no âmbito desta visita, salientando que “Lisboa e Liverpool enfrentam desafios semelhantes”.

"Todo o trabalho feito na frente ribeirinha de Liverpool é um modelo inspirador e a nossa visão é transformar a Área Metropolitana de Lisboa numa grande metrópole, com duas margens, aberta para o Atlântico"
Sérgio Saraiva, Baía do Tejo

Uma opinião, de resto, partilhada por Sérgio Saraiva, do conselho de administração da Baía do Tejo, que também encontra “muitas semelhanças entre o que Liverpool está a fazer e aquilo que” a empresa preconiza para os seus ativos “situados nos antigos complexos industriais dos municípios de Almada, Barreiro e Seixal”. “Todo o trabalho feito na frente ribeirinha de Liverpool é um modelo inspirador e a nossa visão é transformar a Área Metropolitana de Lisboa numa grande metrópole, com duas margens, aberta para o Atlântico. Estamos ansiosos para continuar a trabalhar com Liverpool e outras cidades com frente ribeirinha, como é o nosso caso, tendo como foco e objetivo o desenvolvimento dos territórios e dos municípios que integram o projeto Lisbon South Bay”, concluiu.

Já o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, numa tomada de posição que é partilhada pelos responsáveis dos municípios de Almada e Seixal, relevou que a visita a Liverpool “permitiu verificar como é possível, numa região com duas margens, encontrar soluções que permitem resolver questões pendentes, que subsistem nos outrora grandes complexos industriais do séc. XX”.