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Porto entre os cinco favoritos para acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento

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Autor: Redação

O Porto está entre as cinco cidades favoritas para acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), sendo classificada com “performance de topo” ou “qualidade muito elevada” nas seis dimensões da avaliação. Em causa está um estudo realizado pela consultora Ernst & Young, a pedido da Associação Comercial do Porto (ACP).

Segundo a Lusa, o estudo “A posição do Porto no processo de relocalização da EMA" coloca a candidatura portuguesa “entre as mais fortes” na corrida à relocalização da agência, que vai deixar Londres em 2019, na sequência do Brexit. O Porto terá de medir forças com as cidades de Amesterdão (Holanda), Copenhaga (Dinamarca), Estocolmo (Suécia) e Viena (Áustria), também elas consideradas favoritas.

“O Porto está em jogo para ganhar”, frisou Eurico Castro Alves, representante da Câmara Municipal do Porto na Comissão de Candidatura Portuguesa à relocalização da EMA, durante a apresentação da análise “crítica e independente” às 19 candidaturas existentes.

Uma candidatura equilibrada

Um dos autores do estudo, Hermano Rodrigues, referiu que a cidade Invicta “destaca-se pelo equilíbrio da candidatura”, já que “está sempre entre o primeiro e o segundo lugar em todos os critérios”, obtendo a pontuação máxima em quatro critérios e a segunda melhor classificação nos restantes dois. Uma situação que não acontece, por exemplo, com Copenhaga ou Amsterdão.

De acordo com o relatório, “o Porto surge com a classificação máxima em quatro dos seis critérios, estando no segundo patamar no que respeita às acessibilidades da cidade e transportes e na oferta educativa dos filhos dos funcionários da EMA”.

A classificação máxima remete para as “características do edifício” para acolher a sede da EMA, para a “integração social das famílias” dos seus funcionários, para a “capacidade para assegurar o funcionamento da EMA durante o período de transição” e para a “distribuição geográfica” de agências internacionais.

Para Ricardo Valente, representante da comissão de candidatura e vereador da Câmara Municipal do Porto, a candidatura portuguesa “é a única com luz verde para as três localizações propostas”, nomeadamente para a da praça D. João I, tendo garantido em Bruxelas, a 6 de outubro, que o edifício Palácio Atlântico, com 29.000 metros quadrados (m2), “tem capacidade para acolher 1300 pessoas”.