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Edifício “Palácio dos Correios” não será hotel e pertence à Câmara do Porto

Autor: Redação

A Câmara Municipal do Porto (CMP) revelou que adquiriu no final do ano passado o edifício designado como Palácio dos Correios, na Praça General Humberto Delgado e onde “está instalado o Gabinete do Munícipe”. A autarquia explicou que o imóvel em causa não pertence, conforme tem sido noticiado, “a um promotor privado que nele quer construir um hotel” e adiantou que o mesmo “não possui classificação de solo do Plano Diretor Municipal (PDM)” para tal.

“O prédio em causa não tem qualquer projeto aprovado para a construção de um hotel, comércio, serviços ou habitação. O imóvel, que pertencia a um fundo, foi totalmente adquirido pelo Município em finais de 2017, albergando, além do Gabinete do Munícipe, vários outros departamentos municipais. Não foi posto à venda, nem a autarquia tem intenção de tal”, refere a CMP.

De acordo com a autarquia, o projeto para a construção de um hotel que foi anunciado por um promotor privado para aquele imóvel está previsto para "um edifício contíguo mais a norte que se encontra parcialmente devoluto”, não pertencendo à CML.

“(...) Tendo sido alvo de um Pedido de Informação Prévia (PIP), não possui classificação de solo do PDM que lhe permita ser utilizado como hotel, habitação ou comércio. Tal informação prévia foi pedida junto dos serviços de urbanismo da CMP, no condicional, caso a classificação do solo venha a ser alterada, no futuro, pelo que o promotor não possui qualquer autorização para proceder à construção que anuncia”, lê-se no portal Porto.pt.

Entretanto, em declarações à Lusa, fonte do gabinete de comunicação da CMP destacou que estão em causa “imóveis distintos, apesar de parecer um edifício único”, sendo que é a loja dos CTT que marca a delimitação dos prédios.

Também à Lusa, o diretor executivo da Habitat Invest, Luís Corrêa de Barros, que detém o imóvel privado, afirmou, na quarta-feira (dia 3), que pretende transformá-lo até final de 2020 num empreendimento com hotel, apartamentos e lojas, num investimento até 50 milhões de euros.

Segundo o responsável, o PIP do imóvel em causa foi “aprovado” pela CMP há menos de um ano, tendo o projeto de arquitetura dado entrada há cerca de três meses na autarquia.