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Investimento institucional em imobiliário atinge quase 2.000 milhões no primeiro semestre

C&W
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Autor: Redação

Os números não deixam margem para dúvidas: o imobiliário continua atrativo para os investidores. O investimento institucional no setor português aumentou 56% até julho face a igual período de 2017, tendo havido 30 operações que movimentaram 1.900 milhões de euros. Até final do ano a atividade de investimento deverá situar-se entre os 3.000 e os 3.500 milhões.

Relativamente ao investimento institucional, entre janeiro e julho, o setor de retalho liderou “largamente” o volume de investimento, com 65% dos capitais alocados até à data ao imobiliário comercial, segundo os dados divulgados pela Cushman&Wakefield (C&W). No ano anterior, os setores de escritórios e retalho tinham sido responsáveis por volumes equivalentes de capital, cada um na ordem dos 37%.

O investimento estrangeiro lidera a atividade, representando 98% do capital investido. Os investidores franceses foram responsáveis pela maior parcela, 35% do total, seguidos pelos espanhóis, com 29%, e por investidores originários do Reino Unido, responsáveis por 20% do total.

O maior negócio do ano foi, até à data, a compra pela Immochan, atualmente Ceetrus Portugal, do portfólio de retalho da Blackstone, composto pelo Forum Sintra, Forum Montijo e Sintra Retail Park, por 411 milhões. O negócio de maior dimensão no setor de escritórios foi a venda do Lagoas Park, da Teixeira Duarte à Kildare Partners, por 375 milhões.

Setor deverá continuar a evoluir positivamente

A consultora caracteriza o primeiro semestre do ano como sendo “muito positivo” para o setor, que “desde 2014 demonstra um dinamismo crescente, através de um aumento da atividade de ocupação e de investimento, bem como de uma forte valorização dos ativos imobiliários”.

“O setor residencial tem tido o crescimento mais significativo, mas os setores de imobiliário comercial registam também uma evolução muito positiva”, nota a consultora, referindo que “o atual estado do mercado, bem como o bom comportamento da economia, apontam para uma manutenção desta evolução positiva do setor imobiliário”.