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Promotores e investidores prometem construir casas para a classe média com os REITs

www.jf-loures.pt
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Autor: Redação

Depois de anos a "lutar" pela introdução de REITs (Real Estate Investment Trusts) em Portugal, a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) congratula-se com o anúncio do Governo de querer lançar ainda este ano uma proposta de lei para a criação destas sociedades de investimento imobiliário. E garante que há investidores e promotores preparados já para avançar no mercado com a oferta de casas para arrendar à classe média, que aguardam apenas por que este modelo esteja operacional no país.

"Entende a APPII que a medida é muito bem-vinda e acertada, canalizando mais investimento específico à criação de mais oferta de habitação em Portugal, incluindo aquela que é destinada à classe média portuguesa e portanto com rendas ou a custos acessíveis", reagiu em declarações ao idealista/news Hugo Santos Ferreira, vice-presidente a associação que representa os investidores e promotores.

O problema da escassez de oferta de habitações a preços acessíveis aos portugueses e o aumento dos preços do imobiliário nacional, no entender deste agente do mercado, "apenas se consegue resolver do lada da oferta, isto é, contribuindo para que possam ser colocadas mais e mais habitações no mercado, incluindo aquelas que são colocadas a preços mais baixos e acessíveis aos portugueses e aos jovens".

E aproveita para revelar que "há muitas empresas e fundos internacionais dispostos a entrar em Portugal, que pretendem aqui vir construir habitações para a classe média portuguesa", destacando que "esta que é também construção nova e construção fora dos centros urbanos, mas que apenas investem em determinados modelos de veículos de investimento que conhecem e que por isso se sentem confortáveis".

Sociedades só podem investir em imóveis para arrendamento de longa duração

Tendo o ministro adjunto Pedro Siza Vieira anunciado esta semana que as sociedades de investimento imobiliário a serem criadas em Portugal serão inspirados na figuras das socimis que existem em Espanha desde 2009 e apenas dedicadas para imóveis (casas e escritórios) colocados no mercado de arrendamento de longa duração, Hugo Santos Ferreira assegura que "assim lhes demos esse sinal (aos potenciais investidores) para entrar no nosso país e aqui começarem a construir mais habitações para os portugueses, rapidamente".

A criação de uma “indústria” de REIT (Real Estate Investment Trust) em Portugal poderá assumir uma dimensão de 10.000 a 15.000 milhões de euros, ou seja, movimentar mais que o quádruplo do valor de investimento imobiliário comercial captado no mercado nacional em 2017, segundo dados avançados pelos principais "players" e associações do setor imobiliário nacional, num comunicado de apresentação da Iberian REIT Conference, que teve lugar em Madrid em março passado.