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Governador do BdP incentiva portugueses a tirar rendimento dos imóveis

Autor: Redação

O governador do Banco de Portugal (BdP) considera que os imóveis podem ser uma boa fonte de rendimento e, nesse sentido, alicia os portugueses a colocar no mercado os ativos de que são proprietários sem serem para habitação primária. No entender de Carlos Costa, as famílias devem dar uma "utilização mais produtiva" aos imóveis, dada a elevada percentagem de proprietários que existe no país.

"Os portugueses demonstram uma preferência pelo património imobiliário face a outros investimentos", frisou, no Parlamento, o dirigente do banco central, argumentando que Portugal é, efetivamente, dos países europeus onde os ‘ativos não produtivos’ na posse das famílias – imóveis (excluindo os utilizados para habitação própria, para arrendamento ou para atividades empresariais pelos proprietários) e outros bens de valor – têm um maior peso na sua riqueza total (cerca de 20% face a cerca de 10% na área do euro).

Carlos Costa, segundo conta o Jornal de Negócios, explicou aos deputados que os portugueses têm "um património das famílias muito concentrado no parque imobiliário" e que "é provável que [este parque] seja sobredimensionado relativamente aquilo que seriam as necessidades de habitação primaria".

Tendo em conta que este "parque habitacional tem uma utilidade que justifica um preço e um preço que justifica um rendimento", o Governador defende a "otimização do parque habitacional disponível", argumentando que se deve tirar partido dos imóveis que estão nas "mãos dos particulares e geram rendimentos e podem ser postos ao serviço da comunidade, gerando emprego e fluxos".