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Aga Khan compra terreno em Oeiras ao antigo BPN para construir academia

Autor: Redação

A Parvalorem - entidade estatal que ficou com os ativos tóxicos do antigo BPN - acordou a venda de um terreno de 49 hectares, perto da zona do Taguspark, em Oeiras, à comunidade ismaelita que tem Aga Khan como líder. O negócio foi fechado por quatro milhões de euros e o objetivo é construir ali uma academia, a primeira da rede na Europa, num investimento total de mais de 80 milhões de euros.

A escritura pública do contrato de compra e venda entre a Parvalorem e o Imamat Ismaili, segundo conta o Jornal de Negócios, será feita a 11 de janeiro de 2019, mais tarde que o inicialmente antecipado, que era o final deste ano. 

Esta rede supranacional, cuja sede mundial será em Lisboa e que já tem um centro na capital, estima investir um total superior a 80 milhões de euros nestes terrenos. Além dos quatro milhões de euros da aquisição à Parvalorem, haverá um gasto superior a dois milhões em infraestruturas para a criação da academia, a que acrescentarão outros cerca de 77 milhões, detalha o diário.

Câmara de Oeiras tem direito de preferência

No anúncio divulgado recentemente no Público, a Parvalorem notifica "todos os proprietários de prédios rústicos adjacentes" aos imóveis vendidos e que sejam titulares de direito de preferência para o exercerem num prazo de oito dias. Para isso, têm de pagar por todo o bloco de terrenos à venda. Ou seja, o exercício não pode ser feito sobre um único prédio rústico, mas sobre todo o terreno: "O direito de preferência apenas poderá ser exercido em relação ao terreno como um todo".

"A venda é conjunta e incindível, sendo que a alienação isolada de uma ou mais das parcelas de terreno (...) diminuiria significativamente e de forma irreversível o valor do terreno como um todo", explica o anúncio da sociedade estatal. Também a Câmara de Oeiras tem direito de preferência.

Por outro lado, a rede ismaelita está bem posicionada para ficar com os 10% que a Caixa Geral de Depósitos tem no Taguspark, como diz a publicação, mas a aquisição não deverá ser para breve. Segundo confirmou fonte da rede citada pelo jornal, a aquisição desta posição está em 'stand by', até porque a prioridade, neste momento, é a conclusão da compra dos terrenos perto do centro tecnológico e seu posterior desenvolvimento.