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Terreno nas Amoreiras onde Novo Banco quer construir sede desvalorizou 47 milhões num ano

Autor: Redação

Localizados entre as Amoreiras e a Rua Artilharia 1, no centro de Lisboa, os lotes de terrenos projetados para acolher a futura sede do Novo Banco registaram uma perda de valor superior a 20% no período de um ano. Em concreto, os peritos registaram uma desvalorização à volta dos 47,7 milhões de euros em 2018, face a 2017. O objetivo do banco é concentrar ali todos os serviços e departamentos, albergando cerca de metade dos trabalhadores a nível nacional.

Neste momento, e segundo noticia o Expresso, está em preparação o pedido para a alteração da licença de loteamento, que visa facilitar a comercialização do projeto e, assim, elevar o seu valor. Afinal, e segundo se comenta no mercado imobiliário, estes terrenos são, atualmente, dos mais apetecíveis de Lisboa - tanto pela localização, como também pela dimensão e pelo potencial de desenvolvimento imobiliário.

“No decurso do ano 2018, foram desvalorizados os lotes de terrenos para construção no montante líquido de €47.716.567 (valorizados €4.348.340 e desvalorizados €52.064.907), decorrentes das médias das avaliações dos terrenos”, revela o relatório e contas de 2018, citado pelo jornal, do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Amoreiras - gerido pela GEF.

O Novo Banco é o principal investidor neste fundo, havendo uma parcela minoritária na posse da sociedade Banny Investissements.

Projeto financiado com venda de sede na Avenida da Liberdade

Os futuros escritórios do banco deverão, no entanto, ocupar apenas cerca de 30% da propriedade com 130 mil metros quadrados, que pertenceu ao Exército e que o Novo Banco assumiu em 2014, depois de executar a promotora imobiliária de Vasco Pereira Coutinho, o Fundo Temple (insolvente) que investiu com crédito do BES.

Numa fase seguinte, o Novo Banco quer assim aproveitar para promover ali uma zona residencial e de comércio.

O projeto poderá custar entre 100 milhões e 120 milhões de euros, que o banco pretende autofinanciar com o encaixe da venda do portefólio imobiliário em curso. Só o prédio da esquida Avenida da Liberdade com a Rua Barata Salgueiro — que terá 15 mil m2 e está numa das melhores zonas da cidade — poderá valer 50 milhões.