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Investimento dos vistos gold cai a pique no primeiro semestre - chineses mantêm liderança

Photo by Pascal Bernardon on Unsplash
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Autor: Redação

O programa dos chamados 'vistos dourados' parece estar a perder o brilho com que chegou a ofuscar. O investimento captado a partir das Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) somou cerca de 372,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 23% face ao mesmo período de 2018 (484 milhões de euros). O setor imobiliário mantém-se como o principal motor e a grande fatia de investimento continua a chegar da China - seguida do Brasil, Turquia, África do Sul e Rússia.

Em junho deste ano, no entanto, registou-se uma trajetória em sentido contrário, com o volume de investimento a ser mais alto do que o verificado no mesmo mês de 2018 - atingiu 73 milhões, o que representa uma subida de 38% face ao mesmo mês de 2018 e de 46% face a maio, segundo estatísticas citadas pela Lusa, com base em estatísticas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). 

Do total de investimento captado em junho, 63,9 milhões de euros correspondem à atribuição de vistos ‘gold’ mediante o critério da aquisição de bens imóveis, enquanto os restantes 9,1 milhões de euros são provenientes do requisito da transferência de capitais.

Em junho foram atribuídos 118 vistos, dos quais 108 resultantes da compra de bens imóveis, nove por via da transferência de capital e um por via do requisito da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Do total de vistos concedidos com a compra de imóveis, 16 foram atribuídos no âmbito da compra tendo em vista a reabilitação urbana, segundo escreve a agência de notícias. Em mais de seis anos e meio — o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado até junho totalizou 4,6 milhões de euros, com a aquisição de imóveis a somar 4,1 milhões de euros, tal como recorda a Lusa.

Até junho passado, em termos acumulados, foram atribuídos 7.150 vistos ‘gold’ por via da compra de imóveis, dos quais 334 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 417 e foram atribuídos 16 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.