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Co-investimento imobiliário faz nascer empreendimento no Lumiar com 38 apartamentos

O edifício localizado junto ao Colégio S. João de Brito / Própria
O edifício localizado junto ao Colégio S. João de Brito / Própria
Autor: Leonor Santos

Co-investimento imobiliário ou, por outras palavras, uma nova forma de comprar casa – é assim que se apresenta o novo conceito de negócio lançado por um grupo de investidores portugueses. O primeiro projeto já está em curso: um empreendimento no Lumiar, em Lisboa, com 38 apartamentos (T2, T3, T4 e T5), todos com varanda, estacionamento, arrecadações e painéis solares, destinados à classe média.

Após 10 anos na liderança da Invest Lisboa, Rui Coelho foi desafiado a integrar a equipa que está a implementar um novo modelo de promoção imobiliária em Portugal, inspirado nas cooperativas. Estamos a falar da Própria | Co-investimento Imobiliário, através da qual os seus fundadores “pretendem fornecer casas para a classe média em Lisboa praticamente a preço de custo, para ajudar a resolver o problema da falta de habitação”.

O responsável explicou ao idealista/news em que consiste este modelo. “Os co-investidores escolhem os apartamentos que querem comprar, assinam um contrato e pagam uma entrada de cerca de 30% do custo estimado (para a qual é possível obter um crédito de sinal), no final da obra, prevista para novembro de 2021, recebem os apartamentos, assinam-se as escrituras e pagam os restantes 70%”.

“Acredito que se trata de um modelo inovador, de uma nova forma de comprar casa”, declara. Na prática, cada comprador atua como investidor numa compra comparticipada de um projeto de imóvel.

O pimeiro projeto já arrancou. A Própria | Co-Investimento Imobiliário está a desenvolver o primeiro empreendimento no Lumiar, em Lisboa (localizado junto ao Colégio S. João de Brito, estação de Metro do Lumiar, Parque das Conchas e Parque Oeste). Trata-se de um lote localizado dentro de um loteamento aprovado, estando previstos 10 apartamentos de tipoloia T2, 18 com tipologia T3, 9 de tipologia T4 e 1 de tipologia T5.

Foram ainda desenvolvidos alguns T2 e T3 que podem ser divididos (em dois T1 ou num T1 e um T2) e que podem servir a quem quiser “investir no arrendamento ou numa solução mista de habitação própria e arrendamento”, lê-se no documento de apresentação do projeto a que o idealista/news teve acesso.

“Através do modelo de Co-Investimento Imobiliário estamos a abdicar da margem de lucro que um promotor tradicional exige para investir”, refere o responsável, esclarecendo que as famílias poderão adquirir um apartamento praticamente a preço de custo. “A nossa margem de lucro é de 1%”, diz.