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Setúbal está (cada vez mais) na moda – e vai ter um salão imobiliário em setembro

Diego Delso/Wikimedia Commons
Diego Delso/Wikimedia Commons
Autor: Redação

Setúbal, na Margem Sul do Tejo, saiu da “sombra” e é agora uma cidade rejuvenescida, animada pela dinâmica imobiliária que deu uma “nova cara” àquela zona, atraindo cada vez mais investidores nacionais e estrangeiros. À boleia dessa agitação, irá realizar-se o 1º Salão Imobiliário de Setúbal (SIS), nos dias 13 a 15 de setembro, no edifício do Cais 3.

O evento será organizado pela empresa ETSER, uma startup na área da administração de condomínios, limpeza e/ou manutenção de imóveis & gestão de arrendamentos e que conta com o apoio da Escola Superior de Actividades Imobiliárias; CP – Comboios de Portugal; FERTAGUS; AMARSUL e a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S.A.

“Pretendemos que o 1º Salão Imobiliário de Setúbal seja uma apresentação de produtos e serviços que são comercializados, na Região de Setúbal, e ligados ao setor do imobiliário (queremos ter expositores das várias áreas deste setor)”, lê-se na página de Facebook do evento, que terá entrada gratuita. O SIS estará dividido em três grandes áreas, de acordo com a organização: expositores institucionais/parceiros, expositores dos produtos e serviços e uma área de lazer (com serviço de cafetaria e zona lúdica para crianças).

“Esta região e, especificamente, esta cidade, têm uma grande potencial em virtude da sua insolvência da Serra da Arrábida e das praias. Para além disso, tem havido o desenvolvimento de algumas obras de melhoria na zona ribeirinha da cidade, que faz com que seja a 'sala de estar', por excelência. Por último, existe a excelente oferta gastronómica e turística que atrai muitos visitantes e até novos residentes", refere João Pedro Rasquinho, CEO da SETSER, citado pelo Diário Imobiliário.

Reabilitação (ainda) é palavra de ordem

O SIS vem confirmar o bom momento positivo que a cidade está a atravessar, estando mais sexy e atrair a nova vaga de investimento imobiliário, como o idealista/news noticiava no início do ano. Por essa altura, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, referia o aparecimento de mais “projetos de nova construção habitacional”, ainda que a reabilitação de bairros históricos seja a realidade dominante.

“Nos últimos quatro anos, a uma intensificação enorme de aquisições de edifícios antigos para reabilitação urbana, em particular no centro histórico, embora este tenha sido um movimento que se estendeu a muitas zonas da cidade”, dizia a autarca. Maria das Dores Meira atribuiu a força da reabilitação à “à ausência de nova construção”, frisando, mais uma vez, “que agora está a reaparecer”, mas também à enorme procura de que a cidade foi alvo “por parte de estrangeiros, entre eles muitos franceses, belgas e brasileiros que aqui se quiseram fixar, porque, acredito, gostam da cidade, do seu clima e do muito que tem para oferecer”.

Sem adiantar muito sobre o futuro, a presidente da Câmara de Setúbal confirmava a existência de “muitas intenções de investimento já firme e em negociação que irão alterar significativamente, nos próximos três anos, a capacidade de oferta e reforçar ainda mais a atratividade [da cidade] como destino turístico e de investimento”.