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Alenquer vai lançar hasta pública para vender fábrica centenária arruinada por 1, 1 milhão de euros

Câmara definiu que o emblemático edifício da Chemina terá de ser convertido em hotel com spa, mantendo-se as características da fachada.

Câmara Municipal de Alenquer
Câmara Municipal de Alenquer
Autor: Redação

A reconversão de antigas unidades industriais é cada vez mais uma tendência em Portugal, seja para habitação, escritórios ou outros serviços. A hotelaria é também uma das linhas a marcar pontos no investimento imobiliário, neste tipo de ativos, e consciente disso a Câmara Municipal de Alenquer decidiu vender o incónico edifício da antiga fábrica Chemina. O imóvel, com origens em 1889, marca a paisagem do centro da vila e vai ser levado a hasta pública, tendo como destino a sua transformação num hotel.

O lançamento do processo de venda do imóvel, que outrora foi a sede da empresa Lanifícios Tejo e está completamente em ruínas, foi aprovado em sessão camarária na semana passada. Ficou definido, segundo conta o Público, que o ativo será colocado no mercado por um preço-base de 1, 1 milhão de euros e o investidor privado que compre para transformá-lo numa unidade hoteleira terá de manter as características da fachada.

“Queremos ver se ainda este ano conseguimos abrir a hasta pública, para ver o que é que o mercado nos vai dizer. Achámos que era importante incluir nas cláusulas da hasta pública esta possibilidade de reversão, porque, para nós, o que importa é a requalificação daquele espaço e não queremos que se faça ali alguma coisa que não tenha nada a ver com a vila”, declara Pedro Folgado, presidente da Câmara de Alenquer, citado pelo diário.

Como vai ser o processo de hasta pública

A proposta - aprovada com quatro votos favoráveis dos eleitos do executivo socialista, duas abstenções do vereador da CDU e da vereadora da coligação liderada pelo PSD e um voto contra de Frederico Rogeiro - prevê que a hasta pública se desenvolva em duas fases.

Na primeira, o edifício será adjudicado a quem apresentar a melhor proposta acima de 1, 1 milhões de euros. A segunda fase implica a aprovação do projeto de execução das obras, sem a qual não será celebrada a escritura final de venda.

Nos termos da hasta pública, o vencedor fica obrigado a construir ali uma unidade hoteleira com SPA e aparthotel e a manter a traça arquitetónica da fachada da antiga fábrica. O projeto terá, também, que contemplar um auditório (ou sala de conferências), que deverá ser cedido durante 20 horas mensais ao município alenquerense.

Também está previsto que o edifício possa ser reconvertido para a posse da autarquia se o vencedor da hasta pública não concretizar os fins previstos num prazo máximo de 5 anos.