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Grupo SIL vende terrenos para megaprojeto de escritórios em Alcântara à Bedrock

Os dois lotes em Lisboa estavam destinados para o BNP Paribas, mas a relação entre as duas partes "azedou".

Doca de Alcântara / Daniel VILLAFRUELA/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0
Doca de Alcântara / Daniel VILLAFRUELA/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0
Autor: Redação

A história do megaprojeto do Grupo SIL em Alcântara, localizado ao lado da LX Factory, em Lisboa, tem um novo capítulo. Os dois lotes para construção de 37.000 metros quadrados (m2) de escritórios, que integram o projeto, e que estavam destinados inicialmente ao BNP Paribas, foram vendidos a um ‘family office’ gerido pela BedRock Capital Partners. A componente de habitação continuará a cargo do promotor português.

Pedro Silveira, presidente do Grupo SIL, confirmou a venda ao Jornal Económico, adiantando que a gestora de ativos imobiliários nacional concretizou a aquisição dos lotes de terreno “com vista à sua detenção como ativo de rendimento”, onde deverá investir 100 milhões. No local vão nascer dois edifícios de escritórios que somam uma área bruta de construção acima de solo de 40.000 m2, além de 681 novos lugares de estacionamento. Cada um dos edifícios terá uma uma área bruta locável média de 2.600 m2 por piso.

A habitação, por sua vez, continuará a ser promovida pelo Grupo SIL, segundo as declarações do responsável à Vida Imobiliária. “Pensamos conseguir licenças de construção em abril e arrancar ainda nesse mês ou em maio com a obra da primeira fase dos apartamentos”, garante Pedro Silveira, que prevê a criação de um núcleo habitacional composto por 270 novos fogos.

BNP Paribas ReaL Estate no centro da polémica

Há cerca de um ano o BNP Paribas Real Estate criou uma ‘join-venture’ com o Grupo SIL, de Pedro Silveira, tendo em vista o desenvolvimento de um projeto imobiliário de uso misto nos terrenos em Alcântara, num total de 74 mil m2, como o idealista/news noticiou. Mas a relação “azedou”, entretanto, quando o BNP entrou com uma ação judicial de penhora dos lotes que são propriedade da ALRIO (empresa dentro do Grupo SIL), invocando o incumprimento de créditos do promotor imobiliário.

O caso gerou muita polémica, e levou Pedro Silveira a pronunciar-se sobre a ação judicial interposta pelo BNP. De acordo com o presidente do Grupo SIL, dono da ALRIO, nem a BNPRE nem a BNP Paribas lhe emprestaram dinheiro. “Este pseudo-crédito incumprido é falso. Não devo um euro à BNPRE nem ao BNP”, referiu o empresário, por essa altura, em declarações ao Jornal Económico, indignado com a iniciativa do banco.

“Nunca nos pagou um euro por o quer que fosse a titulo do quer que fosse, e certamente não lhes devo nada. Zero. É uma mentira. Tudo relacionado ao projeto foi 100% por nós pago (projetos, consultores, taxas e compensações, garantias, etc.). Eles tiverem os seus custos enquanto empresa, como todas as empresas que existem tem. Pelos vistos é isso que querem recuperar mais potenciais lucros cessantes”, disse.