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Venda da Herdade dos Pinheirinhos fechada esta semana

Vic Properties chegou a acordo com o Novo Banco, para ficar com este ativo, que veio do BES. Negócio avaliado em 80 milhões de euros

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A Herdade dos Pinheirinhos vai, finalmente, mudar de mãos esta semana. Em outubro de 2019, ficou a saber-se que a Vic Properties acordou a compra deste ativo ao Novo Banco, que tinha seis meses antes tinha colocado à venda, o terreno de 200 hectares em Melides, no concelho de Grândola. O valor do negócio nunca foi oficialmente revelado, mas no mercado fala-se de que a transação será fechada esta semana, à volta dos 80 milhões de euros, tendo já tido a autorização do Fundo de Resolução.

A notícia foi avançada pelo Jornal Econçomico, na sexta-feira passada, na sua edição em papel, sendo recordado que este é um ativo que o Novo Banco herdou do BES e cujas perdas estão protegidas pelo Mecanismo de Capitalização Contingente do Fundo de Resolução, pelo que esta entidade teve de aprovar o negócio previamente.

No mercado,  segundo a mesma publicação, corria o rumor de que a Vic Properties estaria com dificuldade em levantar fundos para financiar a compra da Herdade ao Novo Banco, devido à atual conjuntura. Mas, sem revelar detalhes o banco, citado pelo jornal, declarou "não há qualquer constrangimento no processo que está a decorrer". O banco liderado por António Ramalho está, segundo a mesma publicação, a ser assessorado pela Storm Harbour, uma sociedade financeira com sede em Londres que tem como responsável António Caçorino.

A Vic Properties, imobiliária detida por investidores austríacos, escusando-se a falar deste processo em concreto, limitou-se a dizer ao semanário que a empresa "mantém todos os seus planos". Além dos projetos imobiliários em curso, o Prata Riverside Village e a Matinha, ambos em Lisboa, a sociedade anunciou em 2019 o objetivo de ser este ano admitida à cotação em bolsa.

A Herdade dos Pinheirinhos foi um projeto idealizado pelo Grupo Pelicano, grupo imobiliário de Joaquim Mendes Duarte, que investiu cerca de 167 milhões de euros no desenvolvimento de dois hotéis, três aldeamentos, quatro aparthotéis e um campo de golfe. Um projeto que foi financiado pelo BES e que está agora na mira do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Segundo a publicação, o Grupo Pelicano entrou em incumprimento e o ativo foi parar ao BES em dação em pagamento, tendo ficado depois, após a resolução do banco, nas mãos do Novo Banco.