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Convento de Francos no Porto à venda em leilão eletrónico por 2,8 milhões

O imóvel foi comprado pela Globalurbe e está abandonado há 19 anos. Era para ter sido convertido numa residência sénior, mas o projeto nunca avançou.

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Autor: Redação

O Convento de Francos, localizado no centro do Porto, acolheu algumas dezenas de Carmelitas Descalças, que ali se enclausuraram, até 2001. Por essa altura, o imóvel foi comprado por uma sociedade chamada Globalurbe – Imobiliária, sediada em Oeiras, que pretendia converter o espaço num residência sénior. O projeto não chegou a avançar e o convento ficou ao abandono durante 19 anos, mas agora está à venda através de leilão eletrónico por um preço base de 2,8 milhões.

A história do último convento de clausura do Porto é, de resto, longa. O espaço foi inaugurado a 2 de fevereiro de 1951 pela irmã Maria de Jesus, que doou toda a sua fortuna para pagar o terreno e obras de construção deste empreendimento religioso, segundo conta o Negócios.

Depois de ter ficado vazio, porque a Globalurbe nunca chegou a dar início ao processo de reconversão, Maria Teresa de Meireles Alte da Veiga, familiar da fundadora, decidiu, há cinco anos, recuperar o convento para ser “um centro de acolhimento espiritual e cultural aberto a todos", tendo sinalizado um contrato de promessa de compra e venda, cuja execução, no prazo de três anos, ficaria dependente da angariação de fundos para a aquisição e reabilitação do imóvel.

Entretanto, em 2017, foi criada a Associação de Fiéis do Coração Imaculado de Maria (AFCIM), para tentar angariar fundos para o efeito, mas as iniciativas não foram suficientes para alcançar o valor necessário, e o prazo acordado com a proprietária o edifício acabou por caducar. Não tendo sido cumpridos os prazos, a dona do convento, a Globalurbe, decidiu avançar para a venda, através de leilão eletrónico, por um valor mínimo de 2,8 milhões de euros.

Ainda assim, nem tudo “está perdido” para a Associação de Fiéis. A Globalurbe acordou que venderia o convento à associação pelo preço inicialmente estabelecido, 1,6 milhões de euros, caso não surja um comprador. David Almeida, consultor da AFCIM, ouvido pelo Negócios, garante que a associação “tem a promessa, caso adquira o edifício, de 1,8 milhões de euros por parte de mecenas, e está a negociar um financiamento bancário de dois milhões de euros”, para as obras de reabilitação.