Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Lisboa: lançado concurso para construção de residência universitária no valor de 10 milhões

Em causa está a reconversão de dois dos edifícios que a autarquia comprou à Segurança Social numa residência de estudantes com 208 quartos.

Priscilla Du Preez on Unsplash
Priscilla Du Preez on Unsplash
Autor: Lusa

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou o lançamento do concurso público para a reconversão de dois dos edifícios que a autarquia comprou à Segurança Social numa residência de estudantes com 208 quartos. Segundo a proposta, apreciada em reunião camarária, o preço base do concurso público é de cerca de 10 milhões de euros. 

Os edifícios que serão transformados em residência de estudantes localizam-se na Alameda Afonso Henriques e na Avenida Manuel da Maia, escreve a Lusa, citando uma nota enviada pelo gabinete da vereadora da Habitação, Paula Marques. 

“Estão assim em curso todas as obras de reabilitação dos imóveis, que no total vão permitir mais 250 casas de renda acessível e esta unidade para estudantes, em diferentes pontos do centro da cidade (Visconde de Valmor, Campo Grande, Av. da República, Av. Estados Unidos da América e Alameda Afonso Henriques)”, lê-se no documento. De acordo com o mesmo, “as tipologias das habitações de renda acessível vão do T0 a T4, com destaque para os formatos T2 (142) e T1 (51)”.

Em agosto do ano passado, numa visita a um dos prédios, a vereadora da Habitação avançou que oito dos 11 prédios devem estar concluídos até ao final deste ano, alertando que a residência de estudantes será o mais complexo e moroso.

Em causa está o designado Programa de Reconversão de Edifícios da Segurança Social (PRESS), decorrente da concentração dos serviços da Segurança Social num único edifício, na Avenida 5 de Outubro, em habitação para arrendamento acessível e residências universitárias.

A câmara comprou os 11 edifícios por 57,2 milhões de euros, mas o investimento camarário será de 29 milhões uma vez que, segundo avançou Paula Marques no ano passado, o programa de habitação do Estado 1.º Direito comparticipa uma parte da compra.