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Há mais mulheres no topo das empresas em bolsa mas ainda estão longe dos cargos executivos

Público
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Autor: Redação

A lei da paridade nas empresas cotadas em bolsa prevê que o patamar mínimo de representação feminina seja de 20%, passando a 33,3% a partir de janeiro de 2020. E se é verdade que as mulheres estão cada vez mais representadas em órgãos de decisão – passaram de 14,3% em 2016 para 24,8% em abril de 2019 –, também é verdade que continuam afastadas das posições de gestão executiva e poder efetivo.

Entre as 17 empresas do índice PSI-20 abrangidas pela lei (fica de fora a EDP Renováveis, com sede em Madrid) – há atualmente 39 empresas cotadas na bolsa de Lisboa –, 12 empresas que estão sob as novas regras totalizam 25% de mulheres nos órgãos de administração. Ou seja, num órgão de administração com nove membros (a média em Portugal), a probabilidade ainda será de encontrar apenas duas mulheres, escreve o Público, salientando que a Corticeira Amorim, a Sonae Capital e a Jerónimo Martins estão no top das empresas do PSI-20 com representação mais equilibrada nos órgãos de administração. 

É a Inapa, no entanto, que lidera entre o total de empresas da bolsa de Lisboa, com 43% de representação feminina nos órgãos de administração, escreve a publicação.

De referir ainda que nos cargos de topo, entre as empresas do PSI-20, apenas duas têm mulheres a liderar órgãos de decisão: a Sonae, onde Cláudia Azevedo ocupa o lugar de CEO, e a Galp Energia, que tem Paula Amorim à frente do conselho de administração.