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Lançamento de concurso para novo hospital de Lisboa publicado em Diário da República

Autor: Redação

O concurso internacional para construir o novo Hospital de Lisboa Oriental saiu esta segunda-feira (dia 27 de novembro) em Diário da República, mas falta ainda a autorização de despesa do ministério das Finanças para este “marco histórico” avançar e substituir seis antigas unidades.

O novo hospital, que deverá estar pronto em 2022, substituirá os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa, escreve a Lusa.

“É possível, finalmente, acreditar em dias menos cinzentos”, afirmou em comunicado a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Ana Escoval. A responsável disse esperar que “o concurso internacional corra de forma célere, sem contratempos”.

No despacho dos secretários de Estado Adjunto e das Finanças e da Saúde lê-se que “o lançamento do procedimento de concurso público (...) só poderá ocorrer depois de obtida a necessária autorização da despesa”.

Quando o Conselho de Ministros aprovou o lançamento do concurso, o ministro da Saúde afirmou que o Hospital de Lisboa Oriental “irá servir uma população que ultrapassará um milhão de habitantes” e vai substituir quatro velhos edifícios, “alguns deles centenários que não têm hoje nenhuma condição de modernização possível”: São José, Santa Marta, Dona Estefânia e Capuchos.

Adalberto Campos Fernandes avançou que “as propostas deverão ocorrer até ao primeiro semestre de 2018” e estimou que a construção “ocorra entre o final de 2019 e o início de 2022”.

Questionado sobre qual o futuro dos edifícios antigos que vão ser desativados, o governante respondeu que existem “decisões que terão de ser tomadas pelo Governo”, mas deixou uma garantia: “Em nenhum desses espaços, à partida, será conferida nenhuma utilização especulativa de natureza imobiliária”.

A nova unidade hospitalar, anteriormente denominada Hospital de Todos-os-Santos, já teve um concurso lançado em 2008, então pelo Governo de José Sócrates, mas a decisão de adjudicação ao consórcio vencedor foi anulada no final de 2013.