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Projeto da Quinta Marinha parado há anos relançado pela Habitat Invest

Quinta da Marinha, em Cascais, vai acolher novo empreendimento de luxo junto ao golfe. / tourismepourtous.ch
Quinta da Marinha, em Cascais, vai acolher novo empreendimento de luxo junto ao golfe. / tourismepourtous.ch
Autor: Redação

O Marinha Prime, um empreendimento situado na zona sul da Quinta da Marinha, junto ao golfe, em Cascais, está a ser relançado pelas promotoras Habitat Invest e Noronha Saches. O empreendimento de luxo, que terá 11 moradias e 44 apartamentos, será orientado para os segmentos residencial e turístico, como um resort. As obras e a comercialização devem começar até ao final deste ano, antecipando-se vendas na ordem dos 70 milhões de euros.

O terreno e o projeto, do ateliê de arquitetura Promontório, pertenciam a uma empresa irlandesa que estava há 14 anos em Portugal mas que saiu em 2010, deixando o ativo nas mãos do Santander.

Segundo Eduardo Portugal, o responsável pela área comercial da Habitat Invest, citado pelo Expresso, as duas empresas compraram, em 2017, o terreno e o projeto, já aprovado pela autarquia - tendo, porém, conseguido, fazer algumas alterações, igualmente a cargo do Promontório.

“O PIP já estava aprovado, por isso não mexemos muito nas volumetrias, para não perder a aprovação. Mas o projeto inicial previa 80 unidades, ou seja, era muito denso, e então passámos para 55 unidades”, disse Eduardo Portugal ao semanário.

Com tipologias T1 a T4 e com áreas entre os 82 e os 267 metros quadrados, das 55 unidades, 41 terão piscina privada. Além disso, as moradias terão todas um jardim privado, que ficará colado com o campo de golfe.

“Os T1 começam nos 550 mil euros e as moradias e os apartamentos T4 superam ligeiramente os 2 milhões de euros”, adianta. Valores elevados mas que o gestor da Habitat Invest diz estarem “muito abaixo” dos que estão a ser praticados atualmente em Cascais.

Os promotores dizem que já está a receber contactos de interesse para comprar, mesmo sem as vendas estarem oficialmente lançadas e a cerca de dois anos da conclusão da obra, em 2020. “Depois de Lisboa, agora também Cascais está a começar a ter muita procura”, acrescenta o mesmo responsável.