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Edifício Emporium convertido em condomínio de luxo - investidor quer ajudar a revitalizar Baixa do Porto

Predibisa
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Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

emblemático Edifício Emporium vai ser transformado num condomínio residencial que aspira a ser uma referência de qualidade e um impulsionador da renovação desta zona da Invicta. Alexandre Quintas e Sousa, empresário que em conjunto com dois sócios comprou o imóvel ao grupo RAR - por valor não revelado -, conta ao idealista/news que a aposta é desenvolver “um projeto que deixe uma marca e que permita elevar a qualidade das intervenções" na zona da Baixa do Porto - perto dos Aliados e de Santa Catarina.

O edifício Emporium - que funcionava como um projeto misto de habitação, escritórios, comércio e aparcamento -, está a ser transformado num condomínio de 23 apartamentos, de tipologias T1 a T4, pela sociedade Emporium 658 - Investimentos Imobiliários, Lda., e tem a comercialização a cargo da Predibisa e JLL, em regime de coexclusividade. 

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A renovação do edifício, localizado na esquina das ruas de Sá da Bandeira e Guedes de Azevedo, iniciou-se em fevereiro passado, prevendo-se a conclusão em abril do próximo ano. A comercialização foi lançada esta semana e o interesse que tem suscitado o projeto leva a que parte das frações já esteja reservada, sabe o idealista/news.

Habitação, estacionamento e lojas

Os apartamentos – a maioria tipologias T3 - apresentam áreas que variam entre os 79 m2 e os 240 m2 e valores de venda a partir dos 330.000 euros. Ou seja, os preços médios de venda rondam os cinco mil euros/m2. A tipologia mais cara, um T4 localizado na cobertura, custa 1,2 milhões de euros.  

Para além da componente de habitação, o edifício Emporium terá três lojas – para além da loja arrendada à Confeitaria Cunha -, e uma garagem pública, com entrada pela Sá da Bandeira, com 150 lugares de estacionamento, uma mais-valia para esta zona da cidade. 

Este imóvel é um dos mais carismáticos edifícios da Rua Sá da Bandeira, tendo sido projetado pelo arquiteto José Porto e mandado construir, em 1948, para ser um empreendimento de rendimento pela sociedade José Oliveira & Filhos, fundador da Riopele. Mais tarde foi vendido ao grupo RAR, que agora o vendeu à sociedade Emporium 658, que está a promover o projeto.

Confeitaria Cunha reduz área para metade 

O investidor revela aque a negociação dos contratos de arrendamento com os inquilinos da habitação, escritórios e com a empresa que geria a garagem pública “foram pacíficas”, contudo, diz ao idealista/news que  o processo com a confeitaria Cunha, que ocupava uma das lojas do r/chão, “foi mais demorado”. 

Durante o período negocial, o proprietário da confeitaria pediu à Câmara do Porto o reconhecimento do estabelecimento como espaço de “interesse histórico e cultural ou social” da cidade, o que veio a confirmar-se. Um processo que demorou vários meses, o que, segundo Alexandre Quintas e Sousa, acabou por atrasar os trabalhos de reabilitação do edifício. 

No âmbito das negociações entre as duas partes ficou determinado que a Confeitaria Cunha – a funcionar desde 1992 -, reduziu a área ocupada de 1100 m2, para 650 m2, com entrada pela Rua Guedes de Azevedo. 

Reabilitação preserva “o que o edifício tem de bom” 

Predibisa
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O imóvel, com uma arquitetura moderna e de influência art deco, foi construído com muita qualidade, conseguida através da solidez do betão armado e da cuidada seleção de materiais nobres. 

A intervenção em curso, a cargo do arquiteto Duarte Morais Soares, vai preservar “aquilo que o edifício tem de bom, dotando-o de alguns aspetos de modernidade”, assegura o promotor, dando a conhecer que a renovação do edifício vai “manter as fachadas, as caixas de escadas, as portas”, os puxadores serão “semelhantes aos anos 40” e que as casas de banho vão ficar “com os desenhos originais”.

Jardim interior para os residentes

Optaram, porém, por incluir, no interior, um jardim exclusivo com mais de 800 m2, com árvores de grande porte e uma garagem privativa, que permite aos residentes viver tranquilamente no centro da cidade.  

Predibisa
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Estas situações levaram a que seja necessário reforçar as lajes do pavimento e do piso das garagens, fatores que encarecem o valor da obra, mas que o promotor considera “que se justificam e valorizam significativamente o projeto”, sem adiantar valores sobre o investimento realizado.

Com acabamentos que primam pelo detalhe e qualidade, o projeto tem como matriz o conforto de cada habitação, que vão dispor de pavimentos em madeira maciça de castanho, quartos de banho em mármore, caixilharias em madeira maciça com vidros duplos e sofisticadas cozinhas, totalmente equipadas com eletrodomésticos de gama superior. 

Um investimento seguro e atrativo 

“O projeto apresenta-se como um investimento seguro e uma oportunidade atrativa para quem pretende viver no centro do Porto”, refere o comunicado conjunto das consultoras Predibisa e JLL. 

Joana Lima, responsável pela reabilitação urbana da Predibisa, destaca, que “o edifício Emporium é um produto imobiliário que se pauta pela singularidade e pelo potencial de valorização. Trata-se de um projeto de reabilitação que incorpora todo o simbolismo de uma zona histórica, numa harmonia perfeita de memória com contemporaneidade”.   

Patrícia Barão, Head of Residential da JLL, sublinha que “o Emporium será uma referência de qualidade na reabilitação urbana no Porto”. Frisa, ainda, que “é uma proposta de primeira classe que vai de certeza ter uma aceitação extraordinária quer para habitação quer para investimento”.