Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Martinhal garante solos descontaminados em empreendimento de luxo no Parque das Nações

BMG – REAL ESTATE ADVISORS
BMG – REAL ESTATE ADVISORS
Autor: Redação

O Elegant Group garante que os solos onde está a ser construído o empreendimento de luxo Martinhal Residences, no Parque das Nações, em Lisboa, não estão contaminados. Em causa está uma denúncia da associação ambientalista Zero sobre a existência de uma mancha na zona das obras do projeto imobiliário, localizado no final da avenida D. João II. que contempla um hotel e casas de luxo, no total de 150 unidades de alojamento.

A empresa, fundada por Chitra e Roman Stern e que se estreou em Portugal há 17 anos com vários investimentos nos setores imobiliário e turístico, assegura que no caso do Martinhal Residences tem realizado todos os procedimentos de descontaminação dos solos e monitorizado as emissões de gases para o ar.

“Temos sido proativos nos procedimentos para questões de descontaminação, desde há mais de 18 meses antes do início dos trabalhos de escavação no local, e temos 100% de supervisão de uma empresa especializada com monitorização no local, para todas as questões relacionadas à descontaminação. Estamos a seguir a 100% todos os procedimentos de descontaminação aplicáveis e, em alguns casos, até estamos a transcender a legislação portuguesa”, afirma a empresa em comunicado, citado na imprensa.

O Grupo Martinhal explica que designou a “Environment Transport & Planning (ETP), uma consultora especializada em contaminação do solo e águas subterrâneas em 2017 para fazer um estudo detalhado tendo em vista a descontaminação do solo e, posteriormente, desenvolver um projeto para lidar com o solo contaminado no local de obras”.

As acusações da associação ambientalista

Segundo a Zero, citada pela Lusa, nessas obras é “notário o cheiro devido a compostos voláteis”, situação que “já motivou a queixa de alguns moradores”, assinalando que estes compostos resultam da libertação de gases associados aos hidrocarbonetos quando são expostos ao ar, “sendo considerados tóxicos e, inclusive, cancerígenos”.

A Zero aponta, ainda, que um estudo revelou que as águas subterrâneas estão contaminadas com hidrocarbonetos totais de petróleo e benzeno, adiantando que essa situação decorre do facto de a obra estar a decorrer “sem que haja uma cobertura destes solos contaminados e a instalação de um sistema de recolha e tratamento dos gases libertados”.

A Martinhal nega qualquer atitude passiva e garante que tem levado a questão do solo contaminado no Parque das Nações “muito a sério”, afirmando que “todas as análises ao solo e ar e os resultados das monitorizações” estão a ser enviados para todas as autoridades que as pedem.

O projeto de alta gama no centro da polémica

“O que vamos fazer no Parque das Nações é o produto mais luxuoso que alguma vez já desenvolvemos, queremos muito avançar aqui com um produto topo de gama”, dizia sobre o Martinhal Residences Chitra Stern, em março de 2018, ao Expresso.

A responsável explicava, nesse momento ao semanário, que o grande objetivo é o de vender apartamentos exclusivos a estrangeiros como residência permanente, e utilizar as facilidades do hotel num modelo que envolverá serviços de mordomo ou espaço para crianças.

O universo do Elegant Group

Além deste empreendimento, no Parque das Naões, o Elegant Group conta ainda um terreno onde está a ser construído um edifício de escritórios de 12 andares, que deverá albergar a sede da seguradora Ageas em 2020. Também na capital tem o Martinhal Lisbon Chiado, com 37 apartamentos na zona da baixa..

Além disso - e de um hotel em Sagres, como o qual arrancou a atividade em Portugal - é dono do hotel da Quinta da Marinha (ex-Onyria), em Cascais, que comprou ao banco Santander e que funciona com a marca Martinhal desde 2016, bem como de um empreendimento na Quinta do Lago, no Algarve.

O Grupo também comprou o antigo edifício da Universidade Independente, que encerrou em 2007. Encontra-se na Avenida Marechal Gomes da Costa, próximo do Parque das Nações. O objetivo será o de lançar uma escola internacional – já no próximo ano letivo – com capacidade para 900 alunos.