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Câmara do Porto investe 10 milhões na reabilitação e expansão de parques, jardins e espaços verdes

A autarquia prevê arrancar em 2021 e 2022 com seis projetos de reabilitação e expansão das áreas verdes na cidade.

Photo by Hal Ozart on Unsplash
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Autor: Lusa

A Câmara do Porto prevê arrancar em 2021 e 2022 com seis projetos de reabilitação e expansão das áreas verdes na cidade que, no total, representam um investimento superior a 10 milhões de euros. O vice-presidente da autarquia e vereador do Ambiente, Filipe Araújo, esclarece que um dos projetos em causa é o “remate poente” do Parque da Cidade, projetado pelo arquiteto Sidónio Pardal - autor daquele que é já o maior parque verde do concelho -, com arranque previsto para início de 2021.

A intervenção, que representa um investimento de 2,8 milhões de euros, abrange 10,2 hectares de área verde e vai “retirar uma parte do Queimódromo do Porto”, de acordo com Filipe Araújo. Para além deste, o vereador destacou em reunião do executivo municipal mais cinco projetos - Jardim Teófilo Braga na Praça da República, Parque de São Roque, Parque Alameda de Cartes, Praça da Corujeira e Parque Urbano da Lapa - as seis intervenções correspondem à reabilitação de mais de 18 hectares de área verde, segundo o responsável.

Segundo o vice-presidente da câmara do Porto, as intervenções no Jardim Teófilo Braga na Praça da República, cujo investimento é de 960 mil euros, deverão iniciar-se em outubro de 2021 e visam “recuperar a posição de referência” daquele jardim na cidade. Já no Parque de São Roque, o município pretende ampliar em mais de 1,2 hectares de área verde, numa intervenção que se iniciará em maio de 2021 e representa um investimento de 650 mil euros. De acordo com Filipe Araújo, o projeto prevê “expandir todo o parque para uma zona de mata” em que se vai “progressivamente” substituir o actual eucaliptal por espécies autóctones.

A intervenção no Parque Alameda de Cartes, que se iniciará em outubro de 2021 ao abrigo do URBiNAT, um projeto financiado pelo programa Horizonte 2020, vai envolver terrenos públicos localizados entre o bairro do Falcão, do Cerco do Porto, do Lagarteiro e o parque oriental. “Foi a população que indicou os problemas daquele território e o projeto vem resolver isso”, afirmou ainda o vereador do Ambiente, acrescentando que o objetivo do projeto, com um investimento de 1,4 milhões de euros, é criar “um espaço verde urbano contínuo” para a população, bem como “uma rede de caminhos pedonais” que promovam a acessibilidade.

Quanto às intervenções na Praça da Corujeira, previstas para 2022 e com um investimento de quatro milhões de euros, o vereador do urbanismo Pedro Baganha, afirmou que o intuito é que os “espaços verdes deixem de ser nas margens e passem a ser espaços mais centrais” na cidade. No que ao Parque Urbano da Lapa concerne, Baganha afirmou que as obras estão previstas arrancar em 2022 com um investimento municipal de 1,1 milhões de euros e com um investimento privado de 1,48 milhões de euros. De acordo com o vereador, “este é um projcto que se insere na criação de espaços naturais nos espaços centrais de urbanidade”. “É uma grande ambição que demonstramos em aumentar o trabalho que temos vindo a fazer em termos de áreas verdes”, afirmou autarca. 

Em resposta, o vereador do Partido Socialista, Manuel Pizarro, afirmou estar “satisfeito com a ampliação dos espaços verdes” na cidade, considerando, no entanto, que o Parque de São Roque deveria assentar “num projeto mais ambicioso” e que o Parque Oriental deveria ter “uma intervenção mais desejável”. Já a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo salientou que as propostas apresentadas foram “muito positivas” e que é importante “construir uma cidade para o futuro com melhores condições de vida para todos”. O vereador do PSD, Luís Miguel Seabra de Freitas, “felicitou” a autarquia pelos projetos apresentados e apelou para que a autarquia faça “um esforço para manter a segurança e salvaguardar” os espaços verdes para proveito de quem os usufrui.