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Novo Museu da Moda e do Têxtil em Gaia custou 10 milhões e foi construído em plena pandemia

O espaço nasceu no novo quarteirão WOW (‘World of Wine’) e foi desenhado pele arquiteto Vitor Miranda com o Studio Astolfi.

Photo by Caleb Lucas on Unsplash
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Autor: Lusa

O novo Museu da Moda e do Têxtil em Portugal é inaugurado no próximo dia 20 de maio, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto. O espaço custou 10 milhões de euros e foi executado em plena pandemia da Covid-19. 

Foi um “trabalho hercúleo”, num ano de pandemia, executar a “construção, arquitetura de interiores, conteúdos e espólio” para o Museu da Moda e do Têxtil, que casa indústria têxtil e moda de autor, segundo a coordenadora do projeto do novo museu, em Portugal, Catarina Jorge.

O Museu da Moda e do Têxtil vai apresentar a “Fashion & Design”, uma coleção que vai “coser” uma área de cerca de dois mil metros quadrados (m2), organizada em dois pisos, e que nasceu no novo quarteirão WOW, em pleno centro histórico de Vila Nova de Gaia.

O primeiro piso versa sobre a indústria têxtil em Portugal, onde os visitantes podem conhecer a importância daquele setor no desenvolvimento da região Norte de Portugal, bem como na economia nacional. Quem chegar ao primeiro piso depara-se com uma ‘timeline’ (linha do tempo), com os momentos cronológicos mais relevantes da história da indústria têxtil portuguesa, desde o século XVI até à atualidade.

O segundo piso é dedicado à moda de autor, portuguesa, ao calçado nacional e à arte da filigrana (uma arte portuguesa de soldar finos fios de metal, de forma a compor um desenho). Ali, o visitante vai poder apreciar peças icónicas de designers portugueses, desde os anos 80 do século passado, até aos dias de hoje. Há um espaço dedicado aos designers portugueses pioneiros na moda atual, em que se destacam trabalhos de Eduarda Abbondanza e Mário Matos Ribeiro, Ana Salazar, José António Tenente, João Tomé e Francisco Pontes ou Manuela Gonçalves.

Depois descobre-se uma sala dedicada aos criadores de moda portuguesa, consagrados nacional e internacionalmente, onde se podem apreciar trabalhos de designers como Miguel Vieira, Luís Buchinho, Nuno Baltazar, Fátima Lopes, Maria Gambina, Filipe Faísca, Luís Carvalho, Anabela Baldaque, Diogo Miranda, Hugo Costa, Alexandra Moura, Ricardo Preto e Carlos Gil, entre muitos outros.

Há também um espaço dedicado aos jovens designers emergentes, descobertos através das plataformas ‘Bloom’ e Sangue Novo, dos eventos de moda Portugal Fashion e Moda Lisboa, respetivamente, como por exemplo os designers Estelita Mendonça e Gonçalo Peixoto.

O setor do calçado não foi esquecido e existe também um espaço onde se exibe uma linha de montagem de calçado feminino e masculino, desde o esboço, com vários desenhos em papel, até à materialização, e cujo material foi cedido pelos designers Luís Onofre e Carlos Santos, e pelo Centro Tecnológico do Calçado em Portugal.

Catarina Jorge sublinhou que a sustentabilidade e a reciclagem no mundo da moda e do têxtil foram também objeto de reflexão naquele novo museu, porque, defende, há que “formar as novas gerações para terem o cuidado na compra dos artigos”, e na forma como “consomem moda”.

O Museu da Moda e do Têxtil, desenhado pele arquiteto Vitor Miranda com o Studio Astolfi, está incluído num projeto maior, composto por mais cinco museus – Museu do Vinho, Museu sobre a Região do Porto, Museu da Cortiça, Museu do Chocolate e o Museu sobre o ritual da bebida.

Todos os seis museus são banhados pelo Rio Douro e estão edificados no novo quarteirão de Gaia designado por WOW (‘World of Wine’), em plena zona histórica da cidade de Vila Nova de Gaia, cujo valor do investimento total ronda os "106 milhões de euros", disse à Lusa a responsável pelas Relações Públicas do projeto.