Norbert Rovira dedica-se a formar empresas e particulares na utilização da modelação 3D e ajuda-as a implementar a tecnologia nos seus serviços, embora também tenha realizado vários projetos de design e modelação de maquetes e protótipos.
Explica que começou a entrar nessa área em 2012, mais por hobby e não tanto profissionalmente. Em 2016 deixou a multinacional na qual trabalhava e quis entrar neste negócio de uma forma mais séria, até que há cerca de dois anos decidiu focar-se principalmente no que diz respeito ao setor da formação.
Ao início, montou um grupo de utilizadores, 3D Print Barcelona, que buscavam a divulgação e troca de ideias, mas também aprendizagem, pois havia um grande desconhecimento sobre o assunto.
Quando falamos das possibilidades que essa tecnologia pode ter na área da arquitetura, o responsável explica que existem ateliers de arquitetos que já possuem uma impressora 3D própria para fazer maquetes de edifícios.
No entanto, ele afirma que ao projetar uma construção arquitetónica há alguns fatores a serem tidos em consideração, como as medidas e escalas que uma maquete deve ter, pois ao imprimir o protótipo é fundamental que as proporções sejam coerentes.
Mas salienta que não são só os arquitetos que solicitam a criação de uma maquete de uma casa, já que “também pode ser uma pessoa que queira simplesmente ver como seria o layout 3D de uma casa”. “Ver as peças do que seriam os móveis e poder colocá-las num plano real. As possibilidades são muito amplas, não se trata apenas de fazer maquetes para grandes projetos”, acrescenta.
"(...) As possibilidades são muito amplas, não se trata apenas de fazer maquetes para grandes projetos”
Em relação aos custos, Rovira destaca que o preço fica bem mais barato com a tecnologia 3D. "Na hora de fabricar uma peça para um móvel, por exemplo, não é preciso importar de outro país, onde é produzida, e eliminasse o transporte, o que torna o processo muito mais barato”, confidencia.
Outro fator importante diz respeito aos materiais utilizados na impressão. Antes era necessário comprá-los de empresas estrangeiras, mas já existem distribuidores locais, ou seja, mais uma vez, o preço da fabricação de uma peça diminui.
Rovira também destaca que a impressão 3D não é algo novo, existindo desde a década de 1980, quando era usada principalmente para criar protótipos em nível industrial. Mas o uso dessa tecnologia evoluiu muito e hoje é utilizada para criar produtos de qualidade e duráveis. Conta, de resto, que já existem impressoras que utilizam materiais muito mais resistentes, como o aço, com os quais criam estruturas de diferentes dimensões e longa duração.
Quando perguntamos sobre o design, seja de interiores ou para criar peças de arte, afirma que com o método tradicional tendem a haver mais limitações.
“Algo essencial é a personalização, já que é possível desenhar algo específico e a pessoa fica com um modelo único”.
Norbert publicou um livro sobre o uso desta app e disponibiliza vários cursos de formação no seu site para aprender a usá-la.
“[Esta tecnologia] é visível na joelharia, na moda ou até na fabricação de casas em dias"
Esta técnica torna muito mais fácil fazer alterações no design. Além disso, com a app, tendo as plantas e volumes, é possível fazer uma maquete para ver a distribuição de um apartamento, por exemplo.
Segundo Rovira, esta tecnologia evoluiu muito nos seus três ramos principais: máquinas, materiais e software. “Isto é visível na joelharia, na moda ou até na fabricação de casas em dias", conclui.





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