
As eleições na Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) para o próximo triénio, que decorreram esta semana, estão envoltas em polémica. Tal foi a confusão que a Polícia foi chamada à sede da associação, em Lisboa, após o presidente da assembleia geral ter tentado evitar que a votação acontecesse. Luís Lima, há dois mandatos no cargo, foi reconduzido com 65% dos votos, mas o seu opositor, Francisco Pais, quer impugnar as eleições.
Segundo o Jornal de Negócios, a troca de acusações entre Francisco Pais e Luís Lima tem sido uma constante, com o primeiro a considerar que desapareceram dois milhões de euros. Um montante que resulta de uma aprovação do relatório e contas da APEMIP em que, segundo o agente imobiliário, não foi dada a possibilidade de verificar “situações dúbias”. Francisco Pais diz ainda que o seu oponente usou os meios da associação para a sua campanha e que procedeu a uma alteração estatutária de recurso para poder fazer mais um mandato além dos dois que já cumpriu.
Já Luís Lima condena as acusações. “No sítio devido [Francisco Pais] terá de justificar essas afirmações”, disse, salientando que o prolongamento do número de mandatos foi uma decisão tomada há cinco anos, pelo que é estatutariamente legal. “As eleições correram bem, apenas com algumas situações caricaturais. Serei um presidente de unidade, mas não de unanimidade”, frisou.
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