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Fusão das imobiliárias do Estado à espera de luz verde das Finanças

Mário Centeno, ministro das Finanças, fotografado pelo Dinheiro Vivo
Mário Centeno, ministro das Finanças, fotografado pelo Dinheiro Vivo
Autor: Redação

A reorganização da área imobiliária da Parpública está em "banho- maria". A segunda fase do processo de reestruturação deste negócio da empresa do Estado, determinado pelo anterior Governo e que implica a fusão de três empresas do Grupo (Estamo, Lazer e Floresta e Consest), continua por concretizar, estando à espera de luz verde das Finanças. 

"O processo encontrase em fase de reapreciação ao nível da Autoridade Tributária, estando a aguardar decisão processual em matérias de índole fiscal", de acordo com o relatório e contas da Parpública do primeiro semestre de 2016.

Com ativos totais na área da gestão imobiliária no valor de 1 540 896 euros e um passivo de 361 317 euros, a Parpública viu os seus resultados líquidos baixarem nesta atividade de 13,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2015 para 12,8 na primeira metade deste ano.

TAP leva Parpública de prejuízos a lucros

Em termos globais, a Parpública encerrou o primeiro semestre com um lucro consolidado de 31,9 milhões de euros, depois do prejuízo de 44,8 milhões do período homólogo, sendo que este resultado foi "significativamente" influenciado pela saída da TAP do perímetro de consolidação.

"Se é certo que a generalidade das empresas do Grupo apresentou um melhor desempenho económico no semestre em análise, a comparação com o semestre homólogo em termos de resultados é significativamente influenciada pela saída do perímetro de consolidação do Grupo TAP, tanto mais que este havia registado no 1.º semestre de 2015 um prejuízo superior a 140 milhões de euros", lê-se no relatório e contas.

No final do primeiro semestre deste ano, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) consolidado do Grupo Parpública tinha recuado 10,5%, para 286,3 milhões de euros, tendo o volume de negócios recuado de 1,8 mil milhões de euros para 494 milhões de euros e os rendimentos e ganhos operacionais caído 71%, para 577,97 milhões de euros.

Na área de gestão imobiliária, este indicar também caiu, passando de 25,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2015 para 24,1 milhões em junho deste ano.

O imobiliário é para a Parpública, juntamente com as águas e a holding, uma das áreas com maior peso na dívida financeira.