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MSF Engenharia pede insolvência após “esgotadas todas a vias”

Shane McLendon/Unsplash
Shane McLendon/Unsplash
Autor: Redação

A MSF Engenharia apresentou um pedido de insolvência após terem sido “esgotadas todas as vias para evitar este desfecho”. A construtora afirma não conseguir assegurar recursos financeiros “para fazer face às despesas da sua atividade, em particular os salários vencidos”.

“Esgotadas todas as vias que se afiguravam como possíveis para evitar este desfecho, não resta outra alternativa que não seja a apresentação da MSF Engenharia, S.A. à insolvência”, refere em comunicado o Conselho de Administração da MSF, citado pela Lusa.

A empresa portuguesa, com 49 anos de história e um vasto curriculum de realização de grandes projetos em Portugal e no estrangeiro, encontrava-se em Processo Especial de Revitalização (PER), com a reestruturação do passivo e a contratação de um financiamento sujeito a determinadas condições de desenvolvimento do negócio.

A MSF Engenharia justifica a decisão de insolvência pela "grave crise que o setor da construção atravessa em Portugal", devido à redução de investimento público e “diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa, condicionados pelos baixos preços do petróleo".

Prejuízos de 57 milhões de euros em dois anos

No ano passado, a construtora foi afastada de uma das suas principais obras, um empreendimento imobiliário no Gana, no valor de 90 milhões de dólares (81 milhões de euros), que previa a construção de um polo de negócios e residencial numa das principais avenidas de Acra, como o idealista/news noticiou

Na mesma altura, e segundo a Lusa, a empresa enfrentava problemas numa segunda empreitada no Gana e que visava a conceção e execução do terminal de contentores e edifícios de apoio no porto de Tema, na costa atlântica. A obra portuária, no valor de 68 milhões de euros, estava em modo de suspensão e o estaleiro bloqueado por operários e fornecedores, reivindicando pagamentos em atraso.

Recorde-se que a construtora registou um recorde de faturação de 510 milhões de euros em 2011, que reduziu para 120 milhões em 2015 (80% no exterior), tendo após isso registado pesados prejuízos (de 57 milhões no biénio 2014/15).