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Remax Portugal reforça expansão internacional e compra Remax Alemanha

Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal / Remax
Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal / Remax
Autor: Redação

Dois meses depois de ter adquirido os direitos da Remax França, a Remax Portugal decidiu voltar às compras. Desta vez, a subsidiária portuguesa adquiriu os direitos de franchising da marca na Alemanha, onde planeia investir quatro milhões de euros no período de três anos. 

A operação aconteceu na sequência de um convite da Remax Europa, que “voltou a reconhecer o sucesso da operação em Portugal”. O objetivo, diz o comunicado da filial portuguesa, é “replicar na Alemanha o modelo de negócio que tem sido um caso de sucesso” em território nacional.

A Remax está na Alemanha desde 1997, tendo iniciado a sua expansão a partir da região oeste. Com sede em Estugarda, é a terceira maior rede a operar no país – a primeira em termos de marcas internacionais -, com 181 agências. “Com 676 agentes, a operação na Alemanha teve, nos primeiros meses do ano, um crescimento de 13,3% nos valores de negócio e de 4,7% em transações”, lê-se no documento.

“No ano passado foram vendidos 3742 imóveis, mas as perspetivas para este ano são bastante animadoras, prevendo-se um volume de negócios de mil milhões de euros até ao final deste ano”, acrescenta ainda.

Retrato do mercado alemão

O mercado imobiliário germânico é diferente do português e mesmo do europeu. Apenas 51,40% dos alemães compraram a casa onde vivem, sendo esta uma das percentagens mais baixas da União Europeia (UE). Ainda assim, 90% das transações da Remax Alemanha são vendas.

Os alemães procuram sobretudo moradias e casas geminadas com terrenos na ordem dos 500 metros quadrados (m2). Embora os apartamentos mais populares sejam de tipologias T3 e T4, há uma tendência crescente, por parte de investidores, de procura de prédios com vários apartamentos ou apartamentos com um ou dois quartos. Adianta ainda a Remax Portugal que o preço arrendamento está a aumentar 3,2% por m2, e que o dos imóveis deverá subir, até ao final do ano, cerca de 3%.

Manuel Alvarez, presidente Remax Portugal, encara a aquisição não só como o “reconhecimento do excelente trabalho” realizado no nosso país, mas também como mais uma etapa de um forte ciclo de crescimento da empresa. “Queremos transmitir ao mercado alemão a confiança de uma marca que procura recrutar os melhores profissionais do mercado, garantindo que os nossos clientes vão poder contar com equipas motivadas e altamente dedicadas”, refere.

A subsidiária portuguesa encerrou o ano de 2018 com um volume de transações na ordem dos 3,3 mil milhões de euros, relativos às 62.287 transações que realizou nesse período, 79% das quais de compra e venda de imóveis. Foi um ano que culminou num crescimento de 9% no volume total de transações e de 17% em volume de negócios face ao ano anterior.