A empresa de investimento em infraestruturas Asterion Industrial Partners anunciou esta sexta-feira, dia 28 de novembro, a sua entrada no mercado de centros de dados em Portugal, através da compra à Altice Portugal do Covilhã Data Center Campus por 120 milhões de euros.
Em comunicado, a empresa com sede em Madrid (Espanha) explica que a operação – estruturada como a venda de um ativo não estratégico – foi realizada através do fundo Asterion Infrastructure Fund III, cujo fecho, no valor de 3.400 milhões de euros, tinha sido anunciado em setembro.
O centro de dados da Covilhã conta atualmente com 6,8 megawatts (MW) de capacidade instalada e apresenta um design modular que permite uma expansão significativa. Pode acrescentar até 75 MW adicionais através de novos módulos integrados no campus existente e tem ainda a possibilidade de atingir cerca de 175 MW em terrenos adjacentes que já dispõem de fornecimento elétrico.
Localizado a 200 quilómetros do Porto e 220 km de Lisboa, este centro de dados pode servir tanto o mercado português – incluindo os grandes operadores – como operadores europeus ligados à inteligência artificial que necessitem de infraestruturas de computação de elevado desempenho.
Num enquadramento mais amplo, foi ainda referido que a Altice Portugal — principal operador de telecomunicações do país – continuará a ser o principal cliente do centro de dados da Covilhã, ao abrigo de um contrato-quadro de serviços de longo prazo. Segundo a gestora, esta relação reforça uma aliança estratégica que oferece continuidade e previsibilidade às duas partes.
Para a Asterion, o mercado português apresenta diversas vantagens, como preços de energia competitivos, boa conectividade terrestre e um ambiente regulatório favorável.
“Portugal destaca-se também como um dos mercados de fibra ótica mais avançados da Europa e beneficia de um sistema energético resiliente, apoiado por um investimento significativo em energias renováveis”, acrescentou a empresa.
A conclusão da operação, que ainda depende de aprovações regulamentares, está prevista para o primeiro trimestre de 2026. A Asterion contou com o apoio jurídico da Clifford Chance e da Morais Leitão, bem como com a EY para consultoria financeira e fiscal.
Esta é a segunda grande operação da Asterion no setor dos centros de dados, depois da venda, no ano passado, da Nabiax – plataforma espanhola que a empresa tinha desenvolvido em parceria com a Telefónica desde 2019.
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