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Praça de Espanha, o futuro grande pólo de escritórios de Lisboa

Expresso
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Autor: Redação

A falta de espaços para escritórios em Lisboa faz despontar a Praça de Espanha como o próximo grande pólo de serviços da capital. O tiro de partida foi dado com a recente venda do antigo terreno do "mercado azul" pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) à Jerónimo Martins, que pretende construir ali a sua sede. E a autarquia tem mais terrenos e imóveis para vender na zona, onde os grandes fundos imobiliários já estão de olhos postos para investir, devido aos preços atrativos e à falta de alternativas. 

A CML, no total, tem uma área de terrenos acima dos 81.000 metros quadrados (m2), segundo noticia o Expresso, precisando que a autarquia é dona de vários lotes com capacidade construtiva junto ao Teatro Aberto, outros permutados com o Montepio e a Lusitânia entre o Teatro da Comuna e o Hotel Açores Lisboa e um lote que será cedido ao Instituto Português de Oncologia (IPO) para ampliação das suas instalações.

Um pouco mais distante, mas ainda na área de influência da Praça de Espanha, para quem toma a Avenida dos Combatentes e desce logo depois para o Bairro do Rego, existe, ainda de acordo com o jornal, um quarteirão inteiro atualmente ocupado por casas abarracadas e para onde estará também previsto um grande edifício de escritórios.

Por outro lado, na zona, nomeadamente na Avenida José Malhoa, existem também vários imóveis com potencial para serem transacionados, tais como as Galerias Twin Towers e um edifício da Santa Casa que se mantém fechado, com obras interrompidas e que chegou a ser apontado como a futura sede da instituição. Também a antiga sede do Banif, um imóvel com cerca de 7500 m2 de área e com um valor de mercado na ordem dos 25 milhões de euros, continua por transacionar, como recorda o semanário.