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Facebook escolhe Barcelona para instalar centro de controlo de notícias falsas

Flickr/Creative commons
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Autor: Redação

O Facebook elegeu um dos edifícios mais emblemáticos de Barcelona (Espanha) para instalar um centro de operações dedicado à luta contra notícias falsas. A empresa norte-americana vai ocupar oito andares da Torre Glòries, mais conhecida como Torre Agbar.

O icónico arranha-céus, desenhado por Jean Nouvel, vai receber 500 pessoas. Um número praticamente idêntico àquele que a rede social já possui num centro de verificação em Essen (Alemanha), também ele dedicado à eliminação e controlo deste tipo de conteúdo. Ainda se desconhece se o novo centro em Barcelona assumirá as funções do centro de Essen ou se vão trabalhar de forma paralela, escreve o jornal espanhol Cinco Días.

O edifício, propriedade da socimi Merlin Properties desde janeiro de 2017, é a porta de entrada para o 22@, o distrito financeiro e tecnológico de Barcelona e uma zona de escritórios em expansão. Nele já podemos encontrar a Amazon, SAP, Yahoo, Ebay ou Indra, entre muitas outras empresas.

Facebook reorganiza-se mas Zuckerberg mantém-se na liderança

Por outro lado, a rede social, ainda a tentar recuperar a imagem, após o escândalo à escala global em torno da divulgação de dados pessoais, alterou esta terça-feira as atribuições de vários dos seus dirigentes, mantendo-se Mark Zuckerberg como líder.

Um porta-voz citado pela agência noticiosa francesa AFP confirmou, embora sem fornecer mais pormenores, esta restruturação, a maior desde a criação do grupo, há quase 15 anos, e revelada pelo ‘site’ de informação especializada Recode.

A direção do grupo, composta pelo fundador Mark Zuckerberg e pela sua ‘número dois’, Sheryl Sandberg, mantém-se intacta, ao passo que Chris Cox, próximo de Zuckerberg, terá a partir de agora a seu cargo as aplicações Facebook, Instagram, Whatsapp e Messenger.

A imagem do Facebook sofreu graves danos quando rebentou, em meados de março, o escândalo Cambridge Analytica, nome da empresa britânica ligada à campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, nos Estados Unidos, que deitou a mão a dados pessoais de dezenas de milhões de utilizadores do Facebook à revelia dos mesmos.