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Trabalhar num quartel de bombeiros? Há um novo coworking na Figueira da Foz

Quartel da Imagem foi inaugurado no final de junho, após ter sido alvo de uma requalificação.

Trabalhar num antigo quartel de bombeiros? Sim, na Figueira da Foz
Câmara Municipal da Figueira da Foz
Autor: Redação

O Quartel da Imagem, na Figueira da Foz, antiga “casa” dos bombeiros municipais reabilitada para atividades culturais – foi inaugurado no final de junho, após ter sido alvo de uma requalificação –, vai albergar um espaço de coworking dirigido à produção multimédia e artística. As candidaturas ao espaço estão abertas, anunciou esta terça-feira (3 de agosto de 2021) a autarquia.

O novo espaço de coworking “pretende estimular, incentivar e apoiar o empreendedorismo no concelho da Figueira da Foz, apoiando projetos, empresas, e profissionais liberais em processo de incubação, mas que estejam, também, numa fase de desenvolvimento e consolidação da sua atividade e/ou negócio”, lê-se no site da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

“As candidaturas decorrem em contínuo, ficando estabelecido como prioridade de integração a sua ordem de entrada nos serviços e são limitadas à disponibilidade de espaços de trabalho”, revela a autarquia, adiantando que o espaço de coworking do edifício – encontra-se no segundo piso do mesmo – é dirigido a promotores de atividades de produção multimédia e artística, entre outras, desde que revelem caráter inovador no seu projeto, sendo eles: 

  • Empreendedores singulares ou coletivos, detentores de projetos ou de atividade empresarial adequada que se encontre em fase de startup, em processo de desenvolvimento ou consolidação das suas ideias de negócio; 
  • Toda a pessoa detentora de iniciativas locais de emprego, bem como profissionais liberais com vista ao auto-emprego, que possam ser complementares.

“Neste espaço pretende-se criar uma comunidade de empreendedores, em conjunto com o espaço de coworking ‘Mercado de Ideias’ e com a restante rede do ‘Ecossistema de Empreendedorismo’ da Figueira da Foz, fomentando, assim, a interação entre profissionais de diversas áreas”, refere o município.

Espaço de coworking na zona histórica da Figuera da Foz

Em causa está um edifício secular que foi reabilitado e que está situado numa zona histórica e urbana da cidade, sendo o novo espaço de coworking composto por quatro salas com postos de trabalho partilhados, acompanhadas de serviços de apoio logístico e administrativo básicos, como por exemplo receção, impressora, copa, salas de reuniões e sala polivalente para realização eventos.

De acordo com a autarquia, os candidatos a coworker podem optar por ter, mediante a disponibilidade, um Ponto de Trabalho Individual, com possibilidade de mesa partilhada (quando a candidatura é apresentada por mais que um empreendedor do mesmo projeto/empresa, e uma Sala Business, que pressupõe a utilização de um gabinete com todos os pontos de trabalho disponíveis, afetos ao mesmo projeto/empresa.

Estão disponíveis três modalidades de candidatura: 

  • Coworker Projet – quem pretende desenvolver um projeto, com ou sem finalidade económica, e opta por usufruir de um espaço equipado e pertencer a uma rede de contactos (o período de permanência pode ir até 2 anos); 
  • Coworker Business – para empresas que se encontram em fase de arranque ou em processo de desenvolvimento dos seus negócios (o período de permanência pode ir até 3 anos).
  • Coworker Criativo – utilizadores que podem usufruir dos equipamentos disponíveis e/ou ponto de trabalho, para necessidades pontuais ou de curta duração, que estejam envolvidos em projetos criativos ou pertençam a empresas ou entidades que, pela natureza da sua atividade, necessitem de usufruir dos equipamentos disponíveis por um período de tempo de ocupação que pode ser de meio-dia, um dia, uma semana ou um mês.

De referir que a utilização do espaço na modalidade de Coworker Criativo “não está sujeita a candidatura, bastando ser requerida com antecedência, por e-mail, à entidade gestora”. “Neste caso, deve ser indicado qual o projeto ou atividade, a finalidade de utilização bem como as datas e equipamentos pretendidos, de modo a ser avaliada a sua disponibilidade e a formalização do termo de cedência do Espaço”, explica a autarquia.