Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Preço das casas sobe pela primeira vez em Portugal em sete anos

Gtres
Gtres
Autor: Redação

Comprar casa é hoje mais caro do que nos últimos anos. Segundo dados do Índice Confidencial Imobiliário (Índice Ci), portal de estatísticas residenciais que agora analisa os valores finais de venda e não os de oferta, como anteriormente, os preços dos imóveis subiram 1,2% em 2014. É a primeira vez em sete anos (desde 2007) que o preço das casas aumenta.

De acordo com o Dinheiro Vivo, que se apoia nos referidos dados, realizaram-se 14.000 transações no ano passado, sendo que entre 2007 e 2014 os preços da habitação registaram uma desvalorização acumulada de 21,8%.

Durante esse período, foi em 2011 e 2012 que o mercado mais desvalorizou, com os preços a cair 7,8% e 6,1%, respetivamente. Ou seja, uma descida de 13,4% em apenas dois anos.

A recuperação verificada em 2014 começou a sentir-se em dezembro de 2013, conclui o Índice Ci, salientando que nesse mês os preços valorizaram pela primeira vez cerca de 0,9%.

“Considerando ter-se passado já um ciclo de mais de 12 meses em terreno positivo, apesar de poder ser extemporânea a afirmação de que o mercado está em plena recuperação, pode afirmar-se claramente que encontrou e consolidou uma trajetória de estabilização”, disse o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães.

Novo Índice em vigor

A Confidencial Imobiliário fazia o índice de preços residenciais com base nos valores de oferta, ou seja, nos preços que as pessoas pediam pelas casas. Não eram, por isso, preços reais da venda, já que podia haver negociações e os valores podiam subir ou descer.

Agora, e com a introdução deste novo índice, são tidos em conta os valores efetivos de venda, dados que resultam do tratamento da informação de vendas efetivas reportadas pelas empresas que integram o Sistema de Informação Residencial (SIR). O SIR é “uma base de dados que agrega informação da atividade comercial de quase todas das principais redes mediação imobiliária, assim como de promotores e investidores, num conjunto de cerca de 400 empresas/lojas”, refere a publicação.

Ao todo, está em causa uma amostra anual de mais de 14.000 transações de fogos, sendo representativo de cerca de 25% do mercado nas áreas metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve.