Registos de novos contratos de arrendamento nas Finanças disparam em poucos meses (muitos seriam ilegais...)

Registos de novos contratos de arrendamento nas Finanças disparam em poucos meses (muitos seriam ilegais...)
idealista/news

cerca de 414 mil contratos de arrendamento registados no Portal das Finanças para efeitos de emissão de recibos eletrónicos de renda. Destes, 266 mil são novos – foram celebradas entre abril de 2015 e 31 de janeiro deste ano. Um aumento que se explica com o facto de muitos senhorios, para não assumirem a ilegalidade anterior, terem feito novas contratualizações com os inquilinos já existentes.

Segundo o Público, que se apoia em dados do Ministério das Finanças (MF), foram registados no Portal das Finanças mais arrendamentos novos que antigos (148 mil), o que prova que o mais recente enquadramento fiscal do arrendamento, criado pelo anterior Governo, está a retirar da clandestinidade milhares de arrendamentos.

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Os contratos registados, que não incluem os dados referentes a mais 176 mil declarações anuais de rendas (Modelo 44), superam largamente os arrendamentos registados no Fisco antes da entrada das novas exigências, escreve a publicação.

Mais números: antes de abril de 2015 estavam registados nas Finanças 282 mil arrendamentos, quase metade dos 414 mil que existem atualmente. No período em causa também se verificou a multiplicação de novos proprietários: os 175.267 proprietários existentes antes de abril de 2015 cresceram para 307.879.

Relativamente ao tipo de contrato de arrendamento registado no Portal das Finanças – residencial ou comercial –, 304.800 são habitacionais e 109.159 comerciais. Já o número total de cessações de contratos comunicados nos últimos dez meses ascendeu a 48.312 mil, com a mesma relação de predominância do setor habitacional (38.200) face aos contratos comerciais (10.112).

No que diz respeito aos recibos eletrónicos de renda emitidos, que têm de ser retroativos a janeiro de 2015 ou a começar no mês em que foram estabelecidos no caso dos novos, ultrapassam os 4,455 milhões, aproximando-se dos dois mil milhões de euros em valor. Este montante – que não inclui o Modelo 44 – ainda está abaixo dos 2,6 mil milhões de euros de rendimentos prediais líquidos (categoria F) declarados em 2014. Segundo o MF, o número de titulares com rendimentos prediais em 2014 superou os 578 mil.

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