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António Costa quer manter “autenticidade das cidades” e prevê investimento de 5.000 milhões para a reabilitação

Ricardo Novais Pereira
Ricardo Novais Pereira
Autor: Redação

O primeiro-ministro conta que nos próximos anos (até 2013), entre financiamento comunitário público e privado, haja 5.000 milhões de euros para a reabilitação urbana, uma das prioridades que o Executivo assume como crucial para o país. Segundo António Costa, é preciso, no entanto, manter algumas características das cidades, para que estas mantenham a sua identidade.

“O que atrai o investimento, o que sustenta o desenvolvimento do investimento, é as cidades manterem a sua autenticidade e dinâmica. A autenticidade das cidades resulta de o espaço urbano ter vida própria e ter vida com os seus próprios habitantes”, disse o governante no arranque da IV Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, que começou esta segunda-feira (dia 27) e termina domingo (dia 2 de abril) – decorre no Teatro Capitólio, no Parque Mayer.

António Costa referiu que o setor da construção está em franca recuperação, após anos sucessivos de crise, e salientou que estão em curso ou em preparação vários programas para mobilizar investimento para a reabilitação urbana, área que até 2023 poderá envolver cerca de 5.000 milhões de euros.

De acordo com o chefe de Governo, é necessário haver uma íntima correlação e interdependência entre políticas municipais para incentivar a vida própria das cidades, sobretudo dos seus centros urbanos, e o crescimento da reabilitação urbana.

Nesse sentido, explicou, “preservar as lojas históricas não desincentiva o investimento, sendo mesmo, muito pelo contrário, condição determinante para que o investimento exista”. “Ninguém investe em particular numa cidade que tem simplesmente as lojas das cadeias internacionais que se encontram em qualquer cidade do mundo. Assegurar que numa cidade existe um turismo dinâmico, através da hotelaria tradicional, ou através do alojamento local, é essencial”, acrescentou.

Para o primeiro-ministro, o turismo só terá um crescimento sustentável “se houver uma cidade que tenha diferenciação própria para ser visitada”. “Temos de saber preservar a identidade para podermos ter investimento que ajude a reabilitar o espaço edificado. Este é um esforço que tem de ser continuado e exige a mobilização de todos, razão pela qual, para o Governo, a reabilitação urbana é uma política fundamental no quadro do pilar da valorização territorial do Programa Nacional de Reformas”, concluiu.

Obras inauguradas no Funchal

Entretanto, António Costa preside hoje (dia 28) no Funchal, Madeira, ao lançamento da primeira pedra do Conjunto Habitacional dos Viveiros V e inaugura a loja do munícipe, investimentos que ascendem a 3,9 milhões de euros.

O “Conjunto Habitacional dos Viveiros V”, no valor de dois milhões de euros, representa um investimento da Câmara Municipal do Funchal e integra-se no programa “Amianto Zero”, de erradicação do amianto de todos os bairros sociais camarários, problema que persiste desde os anos 80, escreve a Lusa.

Segundo a autarquia, o projeto “Loja do Munícipe”, financiado no âmbito do Programa Operacional Regional “Madeira 14-20”, tem um investimento que ascende a 1,9 milhões de euros (dotação FEDER superior a 1,6 milhões de euros).

Trata-se de um projeto que tem como objetivo seguir a estratégia definida pelo executivo municipal, “passando a ser a imagem de marca da modernização administrativa do Funchal, assinalando uma nova era no relacionamento entre a autarquia e os seus munícipes”.