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Medina aposta na reabilitação e na oferta de habitação pública para as classes médias

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. / Ricardo Novais Pereira
Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. / Ricardo Novais Pereira

“Mais e melhor reabilitação urbana”, uma aposta forte na “qualificação do espaço público” e na mobilidade e investir na “oferta de habitação pública para as classes médias”. Para Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), é preciso dar “uma palavra de estímulo e de confiança aos investidores”, até porque a autarquia “está ao lado de quem quer investir na reabilitação urbana na capital”.

Segundo o autarca, que falava durante a sessão de abertura da IV Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, que arrancou esta terça-feira (dia 27) e termina domingo (dia 2 de abril) – realiza-se no Teatro Capitólio, no Parque Mayer –, a CML é “amiga do investimento na cidade” e fará “tudo o que estiver ao alcance” para a concretização de projetos de reabilitação urbana. “Precisamos de continuar a investir na reabilitação urbana, alargando para novas zonas, novas áreas, novas tipologias”, disse.

Segundo Fernando Medina, o sistema de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa é disfuncional, não cumprindo de forma eficaz a necessidade de mobilidade. O caminho passa por “aproveitar o bom tempo e o bom momento da cidade”, nomeadamente no que diz respeito à aposta na reabilitação urbana.

“Este bom tempo está a levantar questões essenciais que têm de ser resolvidas, como a necessidade da cidade criar um instrumento de políticas públicas de acesso à habitação de classes médias. É isso que estamos concentrados a montar, é isso que esperamos que venha a atrair os investidores privados na reabilitação e na construção nova, porque o que nos distingue das outras cidades é o facto de ainda não termos na quantidade e qualidade suficientes uma oferta de habitação de promoção pública que seja capaz de permitir que vastos segmentos das classes médias possam ter o seu futuro dentro da cidade”, referiu, afirmando que este “não é um problema novo” e que não se está perante “um desafio rápido e fácil”.