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Reabilitação urbana: há em Portugal 1,5 milhões de casas a precisar de intervenções

Manuel Reis Campos, presidente da CPCI. / Público
Manuel Reis Campos, presidente da CPCI. / Público

“A reabilitação urbana está a ter uma dinâmica positiva bem visível”, mas há ainda um longo caminho a percorrer, até porque “o parque habitacional continua profundamente degradado”, alertou Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). Segundo o responsável, “de um total de quase 5,8 milhões de habitações existentes no país, 1,5 milhões necessitam de intervenções”. Para tal será necessário investir cerca de 38 mil milhões de euros.

Reis Campos, que falava no arranque da IV Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa – começou esta segunda-feira (dia 27) e termina domingo (2 de abril), realizando-se no renovado Teatro Capitólio, no Parque Mayer –, revelou ainda que “mais de 200.000 edifícios carecem de obras profundas e estão em risco de ruína” e que “11% dos alojamentos habitacionais ocupados estão em situação de sobrelotação”, vivendo nesta situação 468 mil famílias.

Nesse sentido, o líder da CPCI considera que a reabilitação urbana é “um objetivo nacional” e adiantou que a recuperação do património imobiliário das cidades “representa um esforço de 38 mil milhões de euros”.

Por outro lado, em jeito de recado, deixou algumas críticas, frisando que é essencial continuar a dar confiança aos investidores nacionais e estrangeiros: “Neste momento, anunciar alterações significativas à lei das rendas, limitar o alojamento local e agravá-lo, modificar o regime de obras em prédios arrendados, impor novas obrigações para salvaguarda de estabelecimentos e entidades com interesse histórico e cultural e falar de alterações aos impostos que incidem sobre o imobiliário só servirá para adiar e travar decisões de investimento e potenciar conflitos entre senhorios e inquilinos, quando é fundamental garantir a competitividade face à concorrência de outros países europeus, desde logo porque a reabilitação urbana está longe  de corresponder às necessidades nacionais”.