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Vão nascer em Portugal 1500 novos estúdios para estudantes

Joshua Earle/Unsplash
Joshua Earle/Unsplash
Autor: Redação

A Temprano Capital Partners vai investir 100 milhões de euros em Portugal, nomeadamente em quatro residências universitárias em Lisboa, Porto e Coimbra. Com este investimento, o grupo europeu espera disponibilizar nos próximos dois anos cerca de 1500 estúdios para os estudantes das três cidades.

O primeiro projeto da Temprano – o Collegiate Marquês de Pombal, na Rua do Conde Redondo – está prestes a terminar. Foi num antigo edifício dos CTT que nasceu a primeira residência universitária de luxo do grupo, que vai disponibilizar aos seus futuros ocupantes alguns “serviços” pouco habituais, nomeadamente piscina, sala de fitness, zona partilhada de cinema, biblioteca e parque de estacionamento para bicicletas. Os preços variam entre os 587 e os cerca de 1.400 euros mensais.

De acordo com o Expresso, a este primeiro investimento vão juntar-se outros. Sabe-se que a Temprano adquiriu uma parcela de terreno na Rua Sousa Lopes, junto a Entrecampos, onde será construído de raiz um edifício com capacidade para 370 pessoas e que ficará concluído em 2019. Também está previsto um outro lote perto do Campus Universitário do Porto, que vai acolher 580 estudantes (também finalizado em 2019). Já em Coimbra vai nascer um edifício que terá cerca de 250 quartos.

Investidores falam num mercado "praticamente inexistente"

“Andámos a estudar este mercado durante alguns meses, e o primeiro ativo [o do Conde Redondo] que adquirimos ficou fechado em 2015. Identificámos este setor das residências universitárias, praticamente inexistente em Portugal, como uma área forte em crescimento quanto à procura. Daí a nossa aposta”, referiu um dos sócios fundadores da Temprano, Neil Jones, citado pela publicação.

O grupo europeu, com capital para investir, identifica, no entanto, um “problema” no mercado português que se prende com a falta de bons ativos para reabilitar ou construir de raiz. “A verdade é que não é fácil encontrar o tipo de escala que precisamos. É muito difícil encontrar um edifício com 10.000 metros quadrados (m2) no centro das cidades”, adiantou um outro sócio da Temprano, James Preston.

Com este investimento a Temprano quer atrair não só estudantes Erasmus, mas também universitários nacionais, já que existe pouca oferta de espaços qualificados neste segmento específico.