Empresa de residências universitárias investe 20 milhões para expandir rede em Portugal

Empresa de residências universitárias investe 20 milhões para expandir rede em Portugal
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As residências universitárias foram apontadas pelo setor imobiliário como um dos negócios do momento em Portugal e as expetativas estão a concretizar-se. A University Hub (U.hub) é uma das empresas exemplo desse investimento. Criada em 2014, a empresa tem como objetivo passar dos atuais 138 quartos para universitários que tem em três residências para um total de 500 quartos nos próximos três anos. 

Para isso, a companhia de Hugo Gonçalves Pereira e Jaime Antunes - e que desde há pouco conta com a Atrium, empresa de gestão de ativos - diz que vai investir 20 milhões de euros em novas residências, estando já a estudar novos mercados, como o Porto, conta o Expresso. 

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Residências cheias por estrangeiros

Com lotação esgotada nas três atuais residências, a U.hub tem como clientes uma maioria de estrangeiros (72%), mas também portugueses (28%). No total dos três espaços a empresa investiu "sete milhões”, financiados por capitais próprios e recurso à banca, segundo Jaime Antunes, citado pelo jornal.

A primeira residência da rede abriu em setembro de 2015 na Alameda, numa parceria com o Instituto Superior Técnico (IST) que cedeu um edifício. “É um arrendamento a longo prazo e fizemos a reabilitação completa do imóvel que estava muito degradado. Tem oferta variada com quartos individuais e estúdios com kitchenette, no total de 32 unidades”, aponta ainda o empresário.

Alguns meses depois, em fevereiro deste ano, a empresa abriu a segunda residência, com 40 estúdios e quartos, em Picoas. A mais recente fica em Alvalade, num antigo edifício de escritórios que foi reabilitado para o efeito e dispõe de 66 quartos.

Défice de oferta no mercado imobiliário

A empresa quer crescer, considerando que há um défice de oferta deste produto imobiliário no mercado português, mas reconhece que é um problema encontrar espaços que estejam disponíveis, bem localizados e a preços compatíveis.

“Estamos a olhar para residências de maior porte, entre 100 a 200 quartos que implicam investimentos avultados, tanto em Lisboa como no Porto”, adianta, por seu lado, o sócio Hugo Gonçalves Pereira.

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