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Sabes qual é a zona mais cara de Lisboa? Na Avenida da Liberdade o m2 já vale 10.000 euros

Wikimedia commons
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Autor: Redação

O preço do metro quadrado (m2) na Avenida da Liberdade está em altas. Esta é a zona mais cara da capital, com valores que podem ir dos 6.000 aos 10.000 euros por m2. As zonas do Chiado/Santa Catarina surgem em segundo lugar, com valores entre os 5.500 e os 8.500 euros por m2.

A subida de preços – não só nas zonas centrais de Lisboa e Porto, como em todo o país – está a levar muitos compradores a procurar casa noutras zonas, de que são exemplo a Penha de França ou a Avenida Almirante Reis, no caso da capital. Os dados foram revelados pela consultora imobiliária Quinta & Penalva (Q&P), cuja atividade se centra em Lisboa e no Estoril.

“Se tudo se mantiver como está, com as perspetivas do turismo e dos investidores, Lisboa tem margem para crescer independentemente de ter margem de expansão de construção ou não”, sublinha um dos sócios da empresa, Carlos Penalva, citado pelo Expresso.

Até setembro deste ano, a Q&P atingiu um volume de vendas de 117 milhões de euros, depois de no ano passado ter alcançado os 84 milhões. Os clientes portugueses são responsáveis por mais de metade do seu negócio e o preço médio de venda de habitação atingiu já os 833.000 euros, quando no ano passado ficou nos 795.000 euros, escreve a publicação.

Cada vez mais estrangeiros em Portugal

Ainda que os portugueses representem 59% do seu negócio, os sócios admitem que os clientes estrangeiros têm vindo a ganhar terreno. Em 2016 representavam apenas 26% do negócio, sendo que agora são já responsáveis por 41%. “Brasileiros, franceses, suecos e angolanos estão no top das nacionalidades com quem mais trabalhamos”, refere Carlos Penalva.

A consultora conta que são perto de 30 as nacionalidades com quem negoceiam, tendo tido compradores de países tão diferentes como a República Dominicana, Marrocos ou Malásia. Também há cada vez mais investidores iranianos, israelitas, libaneses e líbios. “O bolso deles é maior que o europeu e é por vezes complicado fazer o investimento porque querem comprar em quantidade que não existe”, explica Francisco Quintela.

Ainda que os preços tenham disparado, os sócios afastam o cenário de bolha imobiliária e acreditam que ainda há espaço para os valores crescerem na capital. “Estamos numa fase de maturação do próprio mercado em que os preços estão a subir, já que eram muito baixos”, explicam.