Comprar casa em 2019 deverá ser mais barato com novos projetos em desenvolvimento

Comprar casa em 2019 deverá ser mais barato com novos projetos em desenvolvimento
GTRES

"A habitação superou todas as expetativas, em mais um excelente ano". É desta forma que a JLL resume o desempenho do segmento residencial em 2018, recordando que o número de casas vendidas em Portugal registou um crescimento de 19% e os preços subiram acima dos 10% no país e dos 20% em Lisboa. A oferta, segundo a consultora, apresenta agora uma maior dinâmica e diversidade, "o que deverá corrigir os preços em 2019, com tendência para a suavização da subida, embora atualmente a maior parte do produto que surge se venda em planta". 

A JLL, em comunicado, dá a conhecer que em 2018 vendeu mais de 600 unidades residenciais, num valor superior a 350 milhões de euros, abrangendo projetos como o Pop Saldanha e o Cais de Santos, ambos em Lisboa, ou o edifício Náutico, em Cascais. "Tal evidencia um aumento do número de casas vendidas de 20% e reflete um ticket médio de 730.000 euros por operação, evidenciando a dinâmica do segmento premium nas principais zonas de Lisboa, Porto e Cascais". 

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Investidores portugueses mais ativos

Este é um comportamento semelhante ao que regista a totalidade do país, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a reportar vendas de habitação cerca de 19% superiores a 2017 (jan-set). Os preços têm acompanhado a dinâmica de vendas e refletem a falta de oferta, com um crescimento de 12% em Portugal (INE, 2º trimestre). 

No caso de Lisboa, o segmento premium apresenta valores de venda entre os 10.500 euros/m2 na Avenida da Liberdade e os 5.000euros/m2 no Parque das Nações. Os estrangeiros (57% das vendas da JLL) mantêm-se muito dinâmicos, com mais de 41 nacionalidades a comprar casa em Lisboa, Porto e Cascais (no segmento premium, através da JLL); destacando-se os brasileiros (25%), os ingleses (13%) e os franceses (11%). 

Ao mesmo tempo, os compradores nacionais estão mais ativos, quer devido à melhoria das condições económicas (crescendo o número de aquisições sem recurso a financiamento) quer ao aumento na concessão de crédito à habitação (+23% face a 2017, jan-out).

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